Pelo Retorno do ‘Ph’: Resgatando a Riqueza Histórica e Cultural da Língua Portuguesa
Para: População portuguesa e respetivos órgãos legislativos
A reforma ortográfica de 1943 e a simplificação posterior, que substituiu o “ph” pelo “f” em palavras como philosofia ? filosofia, buscou tornar a escrita mais prática e fonética. No entanto, ao eliminar o “ph”, perdemos uma parte significativa da nossa herança histórica e etimológica. Muitas palavras com “ph” remontam ao grego antigo, preservando a ligação cultural e intelectual com autores clássicos e a literatura europeia, como Platão, Aristóteles e Filósofo.
O “ph” não é apenas uma questão estética; ele transmite origem, profundidade e tradição. Palavras como photografia, philharmonia e philosofia mantêm a conexão com raízes greco-latinas, algo que a substituição por “f” dilui, tornando a língua mais utilitária e menos culturalmente rica.
O retorno do “ph” traria várias vantagens:
- Preservação histórica e etimológica: Conecta o português às suas raízes clássicas e aos textos literários e filosóficos originais.
- Riqueza estética e identidade cultural: Palavras com “ph” têm um caráter distinto e nobre, reforçando o valor literário da língua.
- Harmonização com outras línguas europeias: Muitas línguas modernas mantêm o “ph” (como inglês, francês e espanhol em contextos acadêmicos), facilitando estudos comparativos e tradução de textos clássicos.
A literatura portuguesa também contém exemplos de escritores que mantinham o “ph” em suas obras, como Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós e Antero de Quental. O uso dessa grafia confere às palavras um peso histórico que não pode ser recuperado apenas pela fonética simplificada.
Por isso, apelamos para que o “ph” seja reintegrado na ortografia portuguesa, preservando a tradição, a cultura e a profundidade da nossa língua.