Proibição de jogos azar online em Portugal
Para: Orgão do Governo
Nos últimos anos, o jogo tem conquistado cada vez mais portugueses, especialmente nas plataformas online de apostas desportivas e casinos virtuais.
A facilidade de acesso, a publicidade constante e a promessa de ganhos rápidos tornam o jogo presente no dia a dia de milhares de pessoas. Mas por trás do entretenimento, esconde-se um risco sério: comportamentos aditivos que podem comprometer gravemente o orçamento familiar.
O impacto do jogo nas finanças pessoais é muitas vezes devastador. Muitos acabam por gastar uma parte significativa do salário nas apostas, recorrendo a crédito pessoal ou cartão de crédito para continuar a jogar.
Este ciclo de perdas sucessivas, na tentativa de recuperar dinheiro, gera sobre-endividamento, conflitos familiares e problemas emocionais, como ansiedade e depressão.
Quase 34 mil casos: Dependência do jogo online leva a recorde de suspensões voluntárias em 2025.
A Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO) partilha da preocupação com o aumento do número de exclusões, mas lembra que este mecanismo não é exclusivo de jogadores com problemas de dependência. O presidente da associação, Ricardo Domingues, defende que é necessário reforçar os instrumentos existentes. “Podemos dizer, perentoriamente, que a autoexclusão não é suficiente. Em abril apresentámos uma proposta ao regulador para que, se uma pessoa se exclui de um operador, fique automaticamente afastada de todos os outros”,