Passadeira na Ponte dos Falcões.
Para: Instituto de Estradas de Portugal- Câmara Municipal de Braga - União de Freguesias de Maximinos Sé e Cividade
A Ponte dos Falcões é hoje um ponto crítico de insegurança rodoviária e pedonal, ignorado há demasiado tempo. Diariamente, dezenas de pessoas são obrigadas a atravessar a estrada para se dirigirem às paragens de transporte público, sem existir qualquer passadeira ou mecanismo que garanta uma travessia segura.
Estamos a falar de uma zona com duas escolas, com trabalhadores que ali passam todos os dias para se deslocarem para o trabalho e com muitos reformados, pessoas mais vulneráveis, que veem o seu direito básico à segurança completamente desconsiderado. Não existe sinalização adequada, não existe passadeira, não existe acalmia de tráfego. Existe apenas o risco.
Não é aceitável que, em pleno século XXI, cidadãos sejam obrigados a atravessar uma via movimentada “à sua sorte”, expostos ao perigo diário, como se a sua integridade física fosse um detalhe menor. A ausência de uma simples passadeira revela uma grave falha de planeamento e uma preocupante falta de prioridade dada à segurança das pessoas.
A segurança rodoviária não é um favor, é uma obrigação das entidades públicas. Quando nada é feito, o que existe não é um acidente em potência, é uma negligência anunciada. Não podemos esperar que aconteça uma tragédia para agir.
Exige-se uma intervenção urgente: a criação de uma passadeira devidamente sinalizada, medidas de redução de velocidade e uma reavaliação séria das condições de segurança naquela zona. As pessoas que ali vivem, estudam, trabalham e envelhecem têm direito a atravessar a estrada sem medo.
Ignorar este problema é escolher o risco em vez da responsabilidade.