Por uma Ação Humanitária Urgente: Portugal Deve Receber Feridos e Doentes da Faixa de Gaza
Para: Ex.mo Senhor Presidente da República, Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro, Ex.ma Senhora Ministra da Saúde, Ex.ma Senhora Ministra dos Negócios Estrangeiros, e demais responsáveis governamentais.
Ex.mo Senhor Presidente da República, Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro, Ex.ma Senhora Ministra da Saúde, Ex.ma Senhora Ministra dos Negócios Estrangeiros, e demais responsáveis governamentais,
Nós, cidadãs e cidadãos abaixo-assinados, apelamos ao Governo de Portugal para que responda de forma imediata, firme e humanitária ao pedido urgente de Médicos Sem Fronteiras (MSF) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para acolher feridos e doentes graves provenientes da Faixa de Gaza.
1. Contexto Humanitário
A situação humanitária em Gaza é catastrófica. Hospitais colapsaram ou foram destruídos, faltam medicamentos, equipamentos, eletricidade e condições mínimas para tratamentos críticos. Milhares de pessoas encontram-se em risco de morte ou incapacidade permanente por falta de cuidados médicos adequados.
2. Pedido das Organizações de Saúde Internacional
MSF e a OMS têm apelado aos países europeus para receberem doentes em necessidade urgente de evacuação. Portugal, apesar da sua tradição humanista e solidária, ainda não acolheu nenhum paciente. Chegou o momento de assumirmos esse compromisso.
3. O Nosso Pedido ao Governo Português
Solicitamos que Portugal:
Aceite de imediato um contingente inicial de feridos e doentes de Gaza, em articulação com a OMS e com MSF.
Disponibilize hospitais do SNS e unidades especializadas aptas a tratar grandes queimados, feridos de guerra, crianças doentes e pacientes com necessidades cirúrgicas urgentes.
Crie um mecanismo de resposta rápida, facilitando transporte médico, triagem, acolhimento e acompanhamento social e psicológico.
Coordene-se com parceiros europeus para garantir continuidade dos cuidados e partilha de responsabilidades humanitárias.
4. Porque Portugal Deve Agir
Porque vidas humanas dependem da nossa decisão.
Porque temos capacidade médica instalada para ajudar.
Porque a tradição portuguesa de solidariedade não pode ficar apenas no discurso.
Porque a neutralidade perante o sofrimento extremo nunca é uma opção moralmente aceitável.
5. Conclusão
Portugal pode — e deve — juntar-se aos países que já acolhem vítimas da guerra. Cada dia de inação representa vidas perdidas que poderiam ter sido salvas.
Por isso, pedimos ao Governo que assuma, sem mais demoras, o compromisso de receber feridos e doentes de Gaza
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