Participação de Portugal na Eurovisão
Para: Portugueses
A RTP é uma televisão pública, financiada por todos os contribuintes portugueses, independentemente das suas opiniões políticas, religiosas ou ideológicas. Por isso, não pode ser transformada num espaço onde grupos profissionais internos ou artistas convidados decidem unilateralmente quais países podem, ou não, participar em eventos internacionais, como o Festival Eurovisão da Canção.
Recentemente, surgiram posições públicas de alguns trabalhadores da RTP e de certos setores culturais defendendo que Portugal deveria boicotar a Eurovisão enquanto Israel estiver presente. Essas posições, embora legítimas no plano individual, não representam o conjunto dos portugueses e não podem definir o alinhamento institucional da televisão pública.
A RTP não pertence a um grupo ideológico, nem existe para servir agendas políticas — pertence a todos. Os cidadãos que financiam a empresa têm o direito de exigir que a RTP mantenha uma postura plural, neutra e responsável, respeitando compromissos internacionais, valores democráticos e o espírito de participação cultural global.
Portugal deve manter a sua presença na Eurovisão, independentemente das divergências políticas do momento, tal como tem feito ao longo das décadas. A cultura, a música e a liberdade de expressão não devem ser usadas como arma de pressão ideológica.
Assim, os abaixo-assinados defendem:
1. A participação de Portugal na Eurovisão 2026, sem boicotes motivados por visões políticas particulares.
2. O respeito pela neutralidade da RTP, enquanto serviço público de comunicação, impedindo que decisões editoriais ou institucionais sejam capturadas por grupos internos com agendas ativistas.
3. Que qualquer decisão desta dimensão seja transparente, discutida em órgãos próprios e nunca imposta por pressão pública de minorias organizadas.
4. Que a RTP sirva todos os contribuintes, e não apenas aqueles que partilham uma determinada visão sobre conflitos internacionais.
A RTP é de todos. É tempo de lembrar que um serviço público não existe para amplificar divisões, mas para garantir pluralismo, responsabilidade e representação equilibrada.
Pedimos, por isso, que a RTP mantenha Portugal na Eurovisão e rejeite tentativas de instrumentalização ideológica da televisão pública.