Criar uma rede de elétricos
Para: Câmaras municipais de Loures, Vila franca de Xira, Odivelas e Arruda dos vinhos
Nós, cidadãos abaixo assinados, residentes e trabalhadores nos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa Norte e Oeste, vimos por este meio reivindicar uma solução estrutural e sustentável para o grave problema de mobilidade que afeta a nossa região.
Diariamente, milhares de pessoas perdem horas intermináveis em filas na EN10, IC2, A1 e CREL, ou dependem de uma rede de autocarros que, apesar dos esforços recentes, continua sujeita ao congestionamento rodoviário. Enquanto a Linha da Azambuja (CP) serve o eixo ribeirinho, o interior dos concelhos (Loures, Bucelas, Arruda) e as ligações transversais continuam esquecidos pela ferrovia.
A Nossa Proposta:
Exigimos a realização de estudos e o subsequente investimento na criação de uma Rede de Elétricos Modernos (Metro Ligeiro de Superfície) que vertebre o território, retirando carros da estrada e devolvendo qualidade de vida às populações.
O projeto que defendemos baseia-se numa estrutura lógica e eficiente:
Eixo Principal (N10): Uma linha estruturante de alta frequência ligando Moscavide a Castanheira do Ribatejo, passando por Sacavém, Póvoa de Santa Iria, Alverca e Vila Franca de Xira. Esta linha servirá como espinha dorsal, ligando ao Metro de Lisboa e à CP.
Variante Odivelas - Loures: Ligação direta entre o Metro de Odivelas, o centro de Loures e o eixo ribeirinho em Sacavém/Moscavide, servindo o Hospital Beatriz Ângelo e as zonas densamente povoadas.
Variante do Interior (Bucelas): Ligação de Bucelas ao eixo principal em Alverca, acabando com o isolamento desta freguesia e servindo o vale da N116.
Variante do Oeste e Norte (Arruda e Alenquer):
Ligação de Arruda dos Vinhos a Vila Franca de Xira.
Extensão da rede a Alenquer, ligando este concelho e as zonas logísticas do Carregado à Castanheira do Ribatejo e à rede ferroviária nacional.
Os Benefícios:
Descarbonização: Redução drástica das emissões de CO2 e da dependência do transporte individual.
Coesão Territorial: Aproximação de concelhos "dormitório" aos centros de emprego e serviços, não apenas a Lisboa, mas entre si (ex: ligar Arruda a Alverca).
Economia: Melhoria do acesso às grandes zonas industriais e logísticas (Carregado, MARL, Alverca) para os trabalhadores.
Fiabilidade: Um sistema em carris (sítio próprio) não fica preso no trânsito.
O Pedido:
Solicitamos ao Governo e às Autarquias envolvidas que:
Considerem este traçado como prioritário no Plano Nacional de Investimentos 2030.
Lancem, com urgência, o estudo de viabilidade técnica e económica para esta rede.
Promovam um debate público sobre a mobilidade transversal no Norte de Lisboa.
A mobilidade é um direito. O Norte de Lisboa não pode parar.
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Assinaram a petição
11
Pessoas
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