Pela Demissão da Administração da Transtejo e Soflusa e Auditoria Urgente à Gestão da Empresa Pública
Para: Assembleia da Republica, Ministerio do Ambiente, Governo
Os abaixo-assinados, utentes e cidadãos da Área Metropolitana de Lisboa, vêm por este meio expressar a sua total indignação com a degradação sem precedentes do serviço prestado pela Transtejo / Soflusa.
Basta de barcos parados, atrasos e desrespeito.
Nos últimos meses, as ligações fluviais no Tejo (Montijo, Seixal, Cacilhas, Trafaria e Barreiro) têm sido marcadas por supressões constantes de carreiras, barcos com apenas uma porta a funcionar (todos os dias no caso do Montijo), atrasos crónicos e uma nova frota elétrica nova que permanece na sua maioria parada, sem que os utentes saibam quando irá entrar em funcionamento.
Em algumas estações fluviais chove no interior, contribuindo para a degradação das condições gerais de transporte.
A atual administração desta empresa publica já teve tempo suficiente para atuar, mas a situação está cada vez pior.
Os atrasos e supressões constantes representam um desrespeito diário pelos milhares de utentes que dependem destes transportes para trabalhar, estudar, ir a consultas e tratamentos.
O que hoje se verifica é uma quebra de confiança absoluta entre administração e utentes.
Esta incompetência na gestão de recursos públicos causa graves prejuízos à pessoas (aumento de stress, filhos nas escolas à espera de serem levados para casa, problemas com entidade patronal) mas também à empresas que se tornam menos produtivas afetando a produtividade do país.
A margem sul acolhe cada vez mais famílias, pertence à área metropolitana de Lisboa mas o atual caos nos transportes fluviais torna a vida dos utentes numa aventura constante e caótica.
A Soflusa/Transtejo é uma empresa pública, e como tal deve prestar contas à população e ao Governo.
Assim, exigimos:
- A demissão da atual administração da Transtejo / Soflusa e eventual substituição por equipa comprovadamente competente (da Marinha p.e.).
- A realização de uma auditoria independente à gestão operacional e financeira da empresa e a partilha com a comunidade;
- Um plano público de recuperação do serviço fluvial, com prazos, metas e transparência.
A continuidade deste estado de caos e desrespeito não é compatível com a missão de um serviço público.
Lisboa e a Margem Sul merecem um transporte fluvial digno, eficiente e responsável.
|
Assinaram a petição
21
Pessoas
O seu apoio é muito importante. Apoie esta causa. Assine a Petição.
|