QUEM COMPRA CASA FICA ESQUECIDO
Para: Todas as pessoas cuja prestação mensal é elevada e paga demasiados impostos
“A injustiça no apoio à habitação: quem compra fica para trás”
Em Portugal, quem arrenda casa tem acesso a várias ajudas do Estado — subsídios de renda, programas de apoio e medidas que tentam aliviar o peso do custo de vida. E é justo que assim seja, porque o preço das rendas está cada vez mais insustentável.
Mas o problema é que quem decide comprar casa fica completamente esquecido.
Comprar casa é uma decisão de enorme responsabilidade: implica um compromisso a longo prazo, um empréstimo que pode durar décadas e uma série de encargos adicionais — seguros, impostos, manutenção, taxas. No entanto, o Estado não reconhece esse esforço.
Quem compra, muitas vezes, paga uma prestação mensal igual (ou até superior) ao valor de uma renda, mas sem qualquer tipo de apoio. E, paradoxalmente, é quem está a investir no futuro, a criar estabilidade e a aliviar o mercado de arrendamento.
Parece que, em Portugal, o Estado recompensa quem arrenda, mas penaliza quem tenta construir algo próprio.
Num país onde tanto se fala em incentivar a natalidade, fixar jovens e criar estabilidade, não faz sentido que quem decide dar esse passo tão importante — comprar casa — seja deixado de lado.
É tempo de repensar as políticas de habitação e criar apoios também para quem compra. Porque a responsabilidade não devia ser um castigo, mas sim um motivo de reconhecimento.