Porque o amor não fecha às 17h30 – por horários justos no cemitério de São Mamede Infesta
Para: Presidente da Junta de Freguesia da União das Freguesias de São Mamede de Infesta e Senhora da Hora; Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos; Assembleia Municipal de Matosinhos
O Cemitério de São Mamede de Infesta encerra ao domingo à tarde e das 12h00 às 14h00, impedindo muitas famílias de visitar os seus entes queridos.
Pedimos à Junta e à Câmara de Matosinhos horários mais humanos e iguais aos de outros cemitérios do concelho.
O luto não tem horário. O amor também não.
O Cemitério de São Mamede de Infesta, na União das Freguesias de São Mamede de Infesta e Senhora da Hora (concelho de Matosinhos), tem atualmente horários de funcionamento profundamente limitativos para as famílias que ali têm os seus entes queridos sepultados.
O espaço encerra diariamente das 12h00 às 14h00, às 17h30 e, ao domingo, permanece fechado durante toda a tarde — precisamente quando a maioria das pessoas tem disponibilidade para visitar e cuidar das campas dos seus familiares.
Esta realidade torna-se ainda mais incompreensível quando, na mesma freguesia, existe outro cemitério sob gestão direta da Câmara Municipal de Matosinhos, que se mantém aberto durante o período de almoço e com horários mais compatíveis com a vida das famílias.
Esta disparidade cria uma situação de inequidade entre cidadãos da mesma localidade, que merece ser corrigida com urgência.
O luto não tem horário.
As famílias merecem poder recordar, cuidar e visitar os seus sem restrições desumanas impostas por um regulamento que já não responde à realidade atual.
Assim, os abaixo-assinados apelam à Câmara Municipal de Matosinhos e à Junta de Freguesia de São Mamede de Infesta e Senhora da Hora para que:
1. Procedam de imediato à revisão dos horários do Cemitério de São Mamede de Infesta;
2. Implementem a abertura ao domingo à tarde;
3. Eliminem o fecho no período de almoço (12h00–14h00);
4. E estudem soluções permanentes ou tecnológicas (como vigilância eletrónica ou portões automáticos) que garantam a segurança sem limitar o acesso das famílias.
Pedimos que seja encontrada uma solução provisória imediata, caso a revisão definitiva exija mais tempo, de modo a permitir o acesso digno e compatível com os horários de trabalho da população.
O respeito pela memória e pelo amor não deve ter hora marcada.
Este pedido é simples: abrir as portas a quem quer apenas continuar a cuidar de quem partiu.
Autora: J. A. C., munícipe de Matosinhos