Pela investigação e preservação arqueológica do Monte do Castro de Ousilhão (Vinhais)
Para: Ministério da Cultura, Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), Câmara Municipal de Vinhais, Direção Regional de Cultura do Norte, Universidade do Minho – Unidade de Arqueologia, e Assembleia da República.
O Monte do Castro de Ousilhão, localizado a cerca de 1 km da aldeia de Ousilhão, no Concelho de Vinhais, distrito de Bragança, é um dos locais mais enigmáticos e valiosos do património arqueológico transmontano.
Face às recentes prospecções e intenções de exploração mineira de lítio e outros recursos minerais em várias zonas do nordeste transmontano, torna-se urgente garantir a proteção e o estudo científico deste monte antes de qualquer intervenção que possa comprometer o seu valor histórico e arqueológico.
A sua designação e morfologia indicam a provável existência de um povoado fortificado de origem proto-histórica, integrado na rede de castros do noroeste peninsular, testemunhos das primeiras comunidades que habitaram o atual território português.
De acordo com documentação disponível, o território de Ousilhão integra pelo menos dois sítios arqueológicos oficialmente registados:
O “Monte de Santa Comba – Povoado Fortificado”, inscrito no SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (DGPC) com o número IPA.00020602 (ID SIPA 20602), localizado na União das Freguesias de Nunes e Ousilhão, concelho de Vinhais.
O “Castro de Ousilhão – Povoado Fortificado”, referenciado no Inventário Arqueológico Municipal e em documentação patrimonial do município com o código CNS 4734, mencionado igualmente no Aviso n.º 14476/2014 do Diário da República entre os bens arqueológicos da região.
Estes registos confirmam a existência de património arqueológico reconhecido na área de Ousilhão, ainda sem escavação científica sistemática conhecida. A ausência de estudo e de medidas de preservação coloca em risco a integridade e o potencial informativo deste sítio, ameaçado pela erosão natural, pela desinformação e pela eventual pressão de atividades extrativas.
Os cidadãos e amigos de Ousilhão e de Trás-os-Montes apelam ao
Ministério da Cultura,
Direção-Geral do Património Cultural (DGPC),
Direção Regional de Cultura do Norte,
Câmara Municipal de Vinhais,
Universidade do Minho – Unidade de Arqueologia, e
Assembleia da República,
para que seja:
1?? Realizado um levantamento arqueológico de diagnóstico no Monte do Castro de Ousilhão / Monte de Santa Comba;
2?? Confirmada e atualizada a sua classificação oficial no Inventário Nacional do Património Arqueológico;
3?? Desenvolvido um plano de preservação e valorização cultural, incluindo sinalização interpretativa, ações educativas e estudo científico em parceria com universidades e centros de investigação.
Proteger o Monte do Castro de Ousilhão é preservar as raízes de Trás-os-Montes e da cultura portuguesa, antes que o tempo — ou a pressa da mineração — apague o que ainda podemos descobrir.
?? Fontes e referências oficiais:
Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) – SIPA: Monte de Santa Comba / Povoado Fortificado – IPA.00020602 (ID 20602)
?? monumentos.gov.pt/SIPA.aspx?id=20602
Câmara Municipal de Vinhais – Documento “Património Arqueológico – Folha 2” (Castro de Ousilhão, CNS 4734)
?? cm-vinhais.pt – Património Arqueológico (PDF)
Diário da República – Aviso n.º 14476/2014 (Castro de Ousilhão – CNS 4734)
?? diariodarepublica.pt/dr/detalhe/aviso/14476-2014-65997261
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