Prisão para os grunhos que assinaram a petição da Mariana Mortágua ficar num estado genocida
Para: Assembleia da República
É impossível ficar indiferente ao que está a acontecer com os ativistas da flotilha. Portugueses que, movidos pela coragem e pela consciência, colocaram-se ao lado da justiça e da humanidade — e agora enfrentam o ódio e distância daqueles que deviam ser os primeiros a erguer a voz por eles.
Não se trata de política, trata-se de princípio. Quando um português é injustiçado, detido ou ameaçado lá fora por defender a paz, a dignidade humana ou o direito à vida, o país inteiro devia sentir o golpe. Porque a bandeira que carregamos não serve apenas para os desfiles e os discursos — serve, acima de tudo, para proteger quem age de acordo com os valores que ela representa.
É doloroso ver que, perante a coragem dos nossos, há quem se esconda na trólice. Portugal sempre se orgulhou de ser um povo solidário, de alma grande e coração aberto — então por que hesitamos agora, quando é a nossa própria gente que precisa de nós?
Não é pedir demais exigir que o Estado português, e todos nós como cidadãos, levantemos a voz e digamos claramente: ninguém será esquecido. A coragem dos ativistas da flotilha honra Portugal. O desprezo de quem devia defendê-los, não.