Excursão a Gaza e as suas consequências
Para: Ex.mo Senhor Primeiro Ministro
No âmbito da viagem realizada nos últimos 30 dias por alguns portugueses a uma zona de conflito armada e naturalmente insegura ( Faixa de Gaza), por única e exclusiva vontade própria, esta petição tem o intuito de salvaguardar a devida aplicação dos impostos que todos os portugueses pagam em Portugal bem como da diplomacia portuguesa.
Assim pede-se que não seja feito qualquer esforço financeiro ou diplomático para trazer estas pessoas de volta a Portugal e que, se elas quiserem retornar a Portugal, que o façam pelos mesmos meios que usaram para ir para aquelas zonas ou que arranjem elas próprias uma outra forma de regresso.
Os motivos para a petição são:
1) os cidadãos foram para aquela zona por sua própria conta e risco sabendo dos perigos que corriam de antemão.
2) desde o primeiro dia de viagem que fizeram questão de usar o nome de Portugal como bandeira para o que estavam a fazer, sendo que aquelas pessoas não estavam nem ao serviço nem em representação do país. Ao tomarem essas decisões , colocaram de forma consciente, o país numa situação delicada em termos diplomáticos para com outro país e com o qual não existe qualquer confronto diplomático actualmente ou historicamente.
3) os impostos pagos pelos portugueses devem ser usados em Portugal para melhorar a qualidade de vida em Portugal e dos portugueses. Não para pagar viagens ou outras despesas relativas a quem se autoproclama defensor dos direitos da humanidade, em representação individual.
4) certamente que as pessoas envolvidas não viveram do ar e do vento e, como tal, ao abdicarem de um mês de trabalho da sua vida, com toda a certeza teriam em conta todas as necessidades financeiras que iriam precisar para empreender esta viagem de ida e volta ao seu país.
5) por último, a fim de garantir a continuidade das boas relações diplomáticas para com outro país solicita-se que, o governo de Portugal , não se envolva de forma oficial ou nao oficial neste assunto mantendo por isso a salvaguarda do afastamento de toda e quaisquer consequências que actos individuais de determinados indivíduos possam ter para os concidadãos do seu país, neste caso, Portugal.
Por estas razões agradece se que sua excelência faça por garantir a defesa das portuguesas e dos portugueses em termos financeiros e diplomáticos.
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