Em defesa da Escola de Paradinha: pelo direito das nossas crianças a um futuro com qualidade.
Para: Ex.mos Senhores, Presidente da Assembleia da República e Ministro da Educação
O “Projeto Paradinha Escola e Comunidade” (PPEC) em funcionamento desde 2018/2019, na Escola Básica de Paradinha - Viseu - tem como base uma abordagem integrada entre a Educação Pré-Escolar e o 1.º Ciclo, sustentada em diferentes pedagogias ativas, uma das quais a pedagogia do Movimento da Escola Moderna (MEM), entre outras, democráticas, criativas, participativas e respeitadoras da infância das crianças na escola.
Esta escola está inserida num bairro com elevada vulnerabilidade socioeconómica e cultural, tendo sido, no passado, uma escola gueto, frequentada exclusivamente por alunos de etnia cigana.
Em 2017, um grupo de pais da comunidade maioritária, uniu-se e criou o PPEC, apresentando-o ao Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique (agrupamento onde se insere a escola) e ao Ministério da Educação, tendo sido aprovado como projeto de Inovação Pedagógica.
Na altura, de acordo com o estado em que se encontrava a escola, tiveram que se criar condições para que este projeto iniciasse a sua missão e, para isso, a equipa educativa era, e é, fulcral! Este projeto tem muitas especificidades que requerem uma equipa educativa com perfil específico para a sua implementação!
O projeto tem promovido a integração e a valorização da diversidade, contribuindo para a aproximação da comunidade maioritária à escola, contrariando a tendência histórica de afastamento. Na nossa escola NÃO há crianças ciganas e não ciganas, como em tempos existiu! Há crianças! E é por todas elas que lutamos!
Este ano, ao contrários dos 7 anos passados de projeto, o Ministério da Educação, através da DGAE, indeferiu 2 das 4 mobilidades estatutárias requeridas pelo Agrupamento ao abrigo de um mesmo projeto!! Aprovam as 2 dos docentes do pré-escolar e não aprovam as 2 do 1.º ciclo! Não se percebe tal decisão!!
Até porque um dos professores do 1.º ciclo requeridos já fez parte deste projeto e o outro tem formação no MEM.
Os referidos indeferimentos comprometem, assim, a coerência pedagógica e a continuidade das práticas educativas que têm demonstrado resultados positivos e sustentáveis, correndo, a escola do 1.º ciclo, o risco de voltar a ser uma escola gueto!
Esta Petição Pública pretende chegar ao Sr. Ministro da Educação e a todos os decisores políticos da área da educação, de forma a reconsiderarem a decisão, autorizando, assim, a mobilidade estatutária dos 2 professores do 1.º ciclo solicitados.