Pela proteção das florestas em Portugal
Para: Assembleia da república e governo
Pela Proibição da Compra de Madeira Queimada pela Indústria da Celulose em Portugal
Em defesa das florestas portuguesas e da gestão sustentável dos recursos florestais
As florestas portuguesas enfrentam, ano após ano, o flagelo dos incêndios, com perdas humanas, ambientais e económicas devastadoras. No entanto, uma prática alarmante tem passado despercebida e precisa de ser urgentemente travada: a compra de madeira queimada pela indústria da celulose.
Esta prática, além de eticamente questionável, cria um incentivo perverso para o uso do fogo como estratégia de gestão florestal, permitindo que produtores ou intermediários lucrem com áreas devastadas por incêndios.
O que está em causa?
?? Incentivo ao uso do fogo – Quando a madeira queimada continua a ser comprada e aproveitada pela indústria, o fogo deixa de ser apenas uma catástrofe e passa a ser uma oportunidade de lucro.
?? Desvalorização da prevenção e gestão florestal responsável – Quem investe em prevenção e boas práticas de silvicultura vê-se prejudicado por um sistema que tolera (ou mesmo recompensa) o incumprimento.
?? Dificuldade na investigação das causas dos incêndios – O aproveitamento comercial imediato da madeira queimada pode comprometer a investigação das origens dos fogos e a responsabilização dos autores.
?? Pressão sobre áreas naturais e habitats – A manutenção desta prática estimula uma exploração intensiva, desregulada e de curto prazo, incompatível com os princípios da gestão florestal sustentável.
O que pedimos?
Que seja criada legislação nacional que proíba a compra, venda e utilização de madeira proveniente de áreas ardidas pela indústria da celulose, salvo em casos excecionais e devidamente autorizados por entidades competentes, como o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas).
Que sejam implementados mecanismos eficazes de rastreabilidade da madeira, com fiscalização reforçada e sanções para empresas que violem essa proibição.
Que o Governo e a Assembleia da República assumam uma postura clara contra qualquer prática que possa incentivar os incêndios florestais, mesmo que de forma indireta.
Por um futuro com florestas vivas
Não se trata de atacar a indústria — trata-se de exigir responsabilidade. A floresta portuguesa não pode continuar a arder enquanto se fecha os olhos a práticas que, na prática, perpetuam a tragédia.
Assine esta petição. Partilhe. Exija uma política florestal que respeite o ambiente, a segurança das populações e o futuro das próximas gerações.