Por um novo modelo florestal em Portugal: pelo fim dos incêndios e por justiça social
Para: Primeiro Ministro, Assembleia da República.
Todos os verões, Portugal arde. Não por acaso, mas como consequência de décadas de abandono do interior, da monocultura intensiva de eucalipto e pinheiro, e da falta de políticas públicas consistentes para cuidar das nossas florestas e das nossas comunidades.
Não podemos continuar a aceitar esta tragédia como inevitável. É hora de mudar!
Exigimos:
• Criação de brigadas florestais permanentes, públicas e bem remuneradas, compostas por trabalhadores formados, integrados nas comunidades locais e preparados para atuar o ano todo, não apenas em situações de crise.
• Fim da monocultura de eucalipto e pinheiro, que tornam as nossas florestas verdadeiros barris de pólvora. Defendemos a transição para florestas mistas de espécies autóctones, manejadas de forma coletiva, sustentável e com objetivos ecológicos e sociais, não de lucro.
• Gestão comunitária da floresta, envolvendo populações locais, técnicos e trabalhadores, para que as decisões sobre o uso da terra beneficiem as pessoas e a natureza, e não apenas grandes interesses económicos.
• Punição gravíssima para incendiários e, sobretudo, para os mandantes, com agravamento das penas no Código Penal. O fogo criminoso é um ataque contra vidas humanas, contra o país e contra o futuro, e deve ser tratado como crime de máxima gravidade.
Portugal precisa de um modelo florestal justo, ecológico e socialmente responsável, que proteja vidas humanas, preserve a biodiversidade e garanta futuro para as próximas gerações.
Se concordas, assina e partilha este abaixo-assinado. Juntos podemos exigir um país que não arda todos os verões.