Pedimos a demissão imediata
Para: Assembleia da República
Petição Pública
Pelo pedido de demissão do Primeiro-Ministro e do Comandante Nacional da Proteção Civil pela ausência de liderança perante a tragédia dos incêndios em Portugal
Nós, cidadãos e cidadãs de Portugal, profundamente indignados e feridos pelo sofrimento coletivo causado pelos incêndios que devastam o nosso país, vimos por este meio exigir responsabilidade política e institucional.
Portugal ardeu durante semanas, com milhares de hectares de floresta destruídos, casas consumidas pelas chamas, animais mortos e populações inteiras em desespero. Enquanto isso, a ausência de coordenação eficaz, a demora na mobilização de meios aéreos e terrestres e a falta de ordens claras aos bombeiros revelaram uma falha gravíssima na proteção da vida, da natureza e do património.
Pior ainda: já se perderam vidas de bombeiros e voluntários que, com coragem e sacrifício, deram tudo para salvar o que podiam, muitas vezes sem meios adequados e sem o apoio que lhes era devido. Estas mortes não podem ser ignoradas nem relativizadas.
É inaceitável que, em plena calamidade, o Primeiro-Ministro tenha permanecido de férias e apenas regressado quando o país já se encontrava em cinzas. É igualmente inaceitável que o Comando Nacional da Proteção Civil não tenha atuado com a prontidão, coragem e autoridade necessárias, deixando os bombeiros e as populações a lutar praticamente sozinhos.
Perante tal negligência, exigimos:
1. A demissão imediata do Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, pela falta de liderança e sentido de Estado em momento de calamidade nacional.
2. A demissão imediata do Comandante Nacional da Proteção Civil, pela incapacidade de garantir ordens claras, meios suficientes e proteção adequada aos cidadãos e bombeiros.
Um governante que abandona o povo no momento em que mais precisa não é digno de governar. Um responsável que falha na sua missão de proteger vidas não é digno de permanecer no cargo.
Pelo respeito às vítimas, pela dignidade dos bombeiros caídos, pela coragem dos voluntários, pelo futuro do nosso país e pela defesa da vida, exigimos mudanças imediatas.
Licínia Pereira