« Nem um cêntimo, nem uma arma, nem uma vida para a guerra ! »
Para: A juventude, os povos e os trabalhadores da Europa
Os líderes europeus estão a preparar a guerra. Está em curso um vasto programa de rearmamento. E é à classe trabalhadora que vão pedir para pagar o preço das armas e das guerras deles, com impostos, com cortes nas prestações sociais, com o declínio do nosso nível de vida, e também com o nosso sangue e suor.
A ordem estabelecida após a Segunda Guerra Mundial está a desintegrar-se — política, financeira e
militarmente. Estamos a enfrentar múltiplas crises que se agravam: a do próprio capitalismo, que coloca até mesmo em risco o futuro da humanidade; o colapso ecológico iminente; e o risco crescente de uma guerra mundial, até mesmo uma guerra nuclear. Estas questões não são novas, mas têm sido ampliadas pelo segundo mandato de Trump e pelo crescimento da extrema-direita na Europa.
É por isso que militantes, sindicalistas e democratas de toda a Europa estão a lançar este apelo para que nos unirmos contra a guerra e contra as despesas militares, e para rejeitarmos o apoio requerido, pelos governos europeus, às suas políticas brutais e destrutivas em nome de uma pretensa "unidade nacional". Trata-se de um falso patriotismo. Estas guerras não são nossas. Não as vamos pagar! Não vamos morrer por elas!
Como disse o escritor francês Anatole France na Primeira Guerra Mundial: "pensamos que estamos a
morrer pela pátria, mas é pelos industriais que morremos". Milhões de pessoas morreram nessa altura, e é isso que se repetirá se não pusermos fim a este belicismo e ao rearmamento.
A classe dirigente europeia já está a travar uma guerra por procuração na Ucrânia e apoia o genocídio israelita contra o povo palestiniano. Eis os factos:
- um milhão de mortos e feridos, de ambos os lados, na Ucrânia e na Rússia;
- dezenas de milhares de mortos e feridos na Palestina, na tentativa de genocídio e limpeza étnica de toda a população.
Os principais beneficiários são os fabricantes de armas e aqueles que lucrarão com a exploração dos recursos da Palestina e da Ucrânia. Não apoiaremos essa exploração.
Nós dizemos:
- NÃO à guerra e aos ataques aos direitos sociais!
- NÃO aos orçamentos de guerra e aos seus promotores !
- NÃO às políticas de guerra, de onde quer que venham!
Apelamos à unidade dos povos da Europa, à paz e não à guerra; à justiça e à igualdade e não à exploração:
« Nem um cêntimo, nem uma arma, nem uma vida para a guerra ! ».
Subscritores em Portugal:
Major Mário Tomé, militar de Abril, oficial do exército, membro da tendência Convergência do Bloco de Esquerda;
General Pedro Pezarat Correia, militar de Abril, oficial do exército;
Carmelinda Pereira, ex-deputada da Assembleia Constituinte;
Aires Rodrigues, ex-deputado da Assembleia Constituinte;
Pedro Soares, professor universitário, ex-deputado do Bloco de Esquerda;
Coronel António Rosado Luz, militar de Abril, oficial do exército;
Sílvia Iolanda Timóteo, professora, dirigente sindical (SPGL).
Subscritores no estrangeiro:
Jeremy Corbyn, deputado (Reino Unido)
Zarah Sultana, deputada (Reino Unido)
Ken Loach, cineasta (Reino Unido)
Coligação Stop the War (Reino Unido)
Campanha pelo Desarmamento Nuclear (Reino Unido)
Reiner Braun, Secretariado Internacional pela Paz (Alemanha)
Josephine Thyrêt, sindicalista e co-presidente do BSW Berlim (Alemanha)
Erwin Buchinger, ex-ministro de Assuntos Sociais, SPÖ (Áustria)
Peter Mertens, secretário-geral do PTB (Bélgica)
Marc Botenga, eurodeputado do PTB (Bélgica)
Rødt Venstre [A Esquerda Vermelha] (Dinamarca)
Ione Belarra, deputada e secretária-geral do Podemos (Espanha)
Irene Montero, eurodeputada do Podemos (Espanha)
Salvador Jordi, deputado da ERC [a título pessoal] (Espanha)
Podemos (Espanha)
Steven Rizzo, co-presidente do Comitê Internacional do DSA (Estados Unidos)
Jana Silverman, membro da comissão dirigente do Comitê Internacional do DSA (Estados Unidos)
Medea Benjamin, co-fundadora do movimento Code Pink (Estados Unidos)
Annie Ernaux, Prêmio Nobel de Literatura (França)
Jean-Marc Schiappa, historiador (França)
Christian Eyschen, porta-voz da Associação Internacional do Livre-Pensamento (França)
Jérôme Legavre, deputado da França Insubmissa (França)
Danièle Obono, deputada da França Insubmissa (França)
Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finanças (Grécia)
Clare Daly, ex-deputada e ex-eurodeputada dos I4C (Irlanda)
Mick Wallace, ex-deputado e ex-eurodeputado dos I4C (Irlanda)
Maurizio Acerbo, secretário-geral do Partido da Refundação Comunista (Itália)
Marta Collot, co-porta-voz nacional do Potere al Popolo (Itália)
Giuliano Granato, co-porta-voz nacional do Potere al Popolo (Itália)
Josè Nivoi, sindicalista e porta-voz do CALP [sindicato dos estivadores e trabalhadores portuários de Gênova] (Itália)
Partido da Refundação Comunista (Itália)
Potere al Popolo (Itália)
Marielle Leraand, fundadora do Paz e Justica [FOR] (Noruega)
Silviu Somîcu, ex-deputado (Romênia)
Milena Repajic, presidente do Partido da Esquerda Radical (Sérvia)
Partido da Esquerda Radical (Sérvia)
Beppe Savary-Borioli, médico de urgência e deputado (Suíça)
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Assinaram a petição
17
Pessoas
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