Matrícula a 125€? Ensino público não é um luxo!
Para: Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra Responsável máximo pela aprovação e gestão das taxas institucionais. 2. Conselho de Gestão do IPC • Órgão que aprova as taxas e emolumentos a cobrar aos estudantes. 3. Diretores/Presidentes das Escolas do IPC • Têm voz ativa junto da presidência e representam os interesses dos estudantes de cada escola. 4. Conselho Geral do IPC • Órgão superior com competências estratégicas e influência sobre a política financeira do ipc
O valor da taxa de matrícula cobrada pelo Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), atualmente fixado em 125€ anuais, é dos mais elevados entre as instituições públicas de ensino superior em Portugal.
Por comparação:
• Na Universidade de Coimbra, o valor é de apenas 20€;
• No Politécnico do Porto, varia entre 15€ e 25€;
• Na maioria das universidades e institutos públicos, os valores rondam os 20–30€, já com o seguro escolar incluído.
Este valor excessivo aplicado pelo IPC representa um encargo financeiro injustificado, especialmente para estudantes com menores recursos ou beneficiários de bolsa de ação social. É incompreensível que, num contexto em que se defende a igualdade de acesso ao ensino público, se mantenham práticas que penalizam financeiramente os estudantes e as suas famílias.
Assim, através desta petição, os abaixo-assinados solicitam:
1. A redução imediata da taxa de matrícula do IPC, alinhando-a com os valores praticados por outras instituições públicas;
2. A isenção automática da taxa para estudantes bolseiros, à semelhança do que acontece noutras escolas superiores;
3. A garantia de pagamento faseado ou posterior à atribuição da bolsa, sem bloqueio no processo de inscrição.
O ensino superior público deve ser acessível, justo e equitativo. Contamos com o apoio da comunidade académica, das associações de estudantes e da Presidência do IPC para rever esta medida com urgência.