Petição pela Responsabilidade Jornalística e Combate à Desinformação sobre Israel e o Povo Judeu nos Meios de Comunicação Social Portugueses
Para: ERC; Primeiro-Ministro - XXV Governo
Excelentíssimos Senhores,
Primeiro-Ministro e Presidente da República de Portugal,
Membros do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC),
Nós, os signatários desta petição, representando um vasto e diversificado grupo de cidadãos portugueses e residentes em Portugal, incluindo apoiantes de Israel e da comunidade judaica mundial, provenientes de diversos quadrantes religiosos, civis e profissionais, vimos por este meio expressar a nossa profunda preocupação e indignação face à crescente disseminação de desinformação e notícias falsas nos meios de comunicação social portugueses, particularmente no que diz respeito a Israel e ao povo judeu.
Exigimos uma intervenção imediata e eficaz das autoridades competentes, nomeadamente V. Exas. e a ERC, no sentido de:
1. Investigar e responsabilizar os jornalistas e órgãos de comunicação social que têm vindo a publicar informações não verificadas, falsas ou tendenciosas, demonstrando uma clara falta de isenção e imparcialidade nas suas peças jornalísticas.
2. Assegurar o cumprimento rigoroso do Código Deontológico do Jornalista, bem como a aplicação das sanções previstas na lei para os casos de violação deste código.
3. Implementar medidas mais eficazes para garantir que os jornalistas e os meios de comunicação social verifiquem meticulosamente a veracidade das informações antes de as divulgarem, especialmente quando se trata de questões sensíveis e complexas como o conflito israelo-palestiniano.
4. Promover uma cobertura mediática mais equilibrada e imparcial sobre Israel, o povo judeu e as questões relacionadas com o Médio Oriente.
5. Reconhecer publicamente a responsabilidade dos jornalistas e dos meios de comunicação social na formação da opinião pública e no combate à propagação de ódio e preconceitos.
Salientamos que simples pedidos de desculpa ou justificações baseadas na mera partilha de informações não são suficientes. É imperativo que os profissionais da comunicação social assumam plenamente a responsabilidade pela verificação e precisão das informações que divulgam, reconhecendo o seu papel influente na sociedade.
Apelamos à vossa intervenção urgente nesta matéria, no sentido de preservar a integridade do jornalismo em Portugal, proteger a verdade e combater a propagação de desinformação que pode alimentar o ódio e os preconceitos contra Israel, o povo judeu e os seus apoiantes.
Agradecemos a vossa atenção e aguardamos uma resposta e ações concretas face a esta situação alarmante.
Com os melhores cumprimentos,