"Não conseguimos respirar": Não à fabrica de pellets que arde há semanas junta às comunidades do Cercal do Alentejo
Para: Assembleia da República; Ministério do Ambiente; Ministério da Administração Interna; Agência Portuguesa do Ambiente (APA); Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF); Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC); Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF); Município de Santiago do Cacém
(VERSÃO EM INGLÊS ABAIX0/ ENGLISH VERSION IS BELOW)
Dizemos NÃO à fábrica de pellets junto à nossa comunidade no Cercal do Alentejo!
Nós, habitantes desta região, manifestamos a nossa profunda preocupação e oposição à instalação de uma fábrica de produção de pellets junto às nossas povoações.
Esta unidade industrial, embora apresentada como “energia verde”, traz consigo graves riscos para a saúde pública, segurança, qualidade de vida e sustentabilidade ambiental da nossa zona.
Os principais perigos que enfrentamos:
Risco de incêndios e explosões: as fábricas de pellets trabalham com pó de madeira altamente inflamável. Um acidente pode pôr em risco habitações, escolas, florestas e vidas humanas.
Poluição do ar: a libertação de partículas finas e compostos tóxicos afeta a qualidade do ar que respiramos, aumentando doenças respiratórias, especialmente em crianças e idosos.
Ruído constante e tráfego intenso: a circulação de camiões e o barulho das máquinas perturbam o sossego, colocam em risco a segurança nas estradas e agravam o desgaste ambiental da região.
Desvalorização do território: a presença de uma fábrica industrial afasta turismo, desvaloriza propriedades e destrói o equilíbrio entre natureza, agricultura e vida comunitária.
Impacto ecológico e florestal: a indústria de pellets exige grandes quantidades de madeira. Isto pode levar à exploração abusiva dos nossos recursos florestais e à degradação dos ecossistemas locais.
Queremos desenvolvimento, sim. Mas não à custa da nossa saúde e do futuro do nosso território!
Apoiamos soluções sustentáveis que respeitem a população e o ambiente. Este tipo de indústria deve ser instalado longe de zonas habitadas, com estudos de impacto ambiental transparentes e consulta pública real.
Exigimos:
• A suspensão imediata e definitiva deste projeto;
• A realização de um estudo de impacto ambiental independente e público;
• A garantia de participação da população nas decisões que afetam o território.
Junta-te a nós. A tua voz conta.
Assina e partilha esta causa!
Defendamos juntos a saúde, o ambiente e o direito a viver com dignidade.
(ENGLISH VERSION)
We say NO to the pellet factory near our community in Cercal do Alentejo!
We, the Community of this region, express our deep concern and opposition to the
installation of a pellet production factory near our villages.
This industrial unit, although presented as "green energy," poses serious
risks to public health, safety, quality of life, and environmental sustainability
in our area.
The main hazards we face:
Risk of fires and explosions: pellet factories work with highly flammable wood dust. An accident can
put homes, schools, forests, and human lives at risk.
Air pollution: the release of fine particles and toxic compounds affects the quality of the air we breathe,
increasing respiratory diseases, especially in children and the elderly.
Constant Noise and Heavy Traffic: heavy vehicle traffic and machinery noise disrupt peace and quiet, jeopardize road safety, and exacerbate environmental degradation in the region.
Local Area Devaluation: the presence of an industrial plant drives away tourism, devalues properties, and destroys the balance between nature, agriculture, and community life.
Ecological and Forestry Impact: the pellet industry requires large quantities of wood. This can lead to the abusive exploitation of our forest resources and the degradation of local ecosystems.
We want development, yes. But not at the expense of our health and the future of our territory!
We support sustainable solutions that respect the population and the environment. This type of industry must be located away from inhabited areas, with transparent environmental impact studies and genuine public consultation.
We demand:
• The immediate and definitive suspension of this project;
• Conducting an independent and public environmental impact study;
• Ensuring public participation in decisions affecting the Local area.
Join us. Your voice counts.
Sign and share this cause!
Let's defend health, the environment, and the right to live with dignity together.