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Professores e Investigadores da UP Apelam à Paz na Palestina

Para: Professores e Docentes da Universidade do Porto

A insuportável situação que se vive na Palestina não pode deixar ninguém indiferente. O número de mortos, resultante do bombardeamento e de ações armadas levadas a cabo pelo Governo de Israel, ascende a mais de 58 000, dos quais mais de 25 000 são crianças (Comité dos Direitos Humanos da ONU) [1]. Estes números são a expressão brutal da desumanidade, do horror e das atrocidades infligidas ao povo Palestiniano. À morte sistemática e indiscriminada de civis, acresce o flagelo da fome, o trauma físico e psicológico, o medo constante e o comprometimento total do futuro de todo um povo, incluindo dezenas de milhares de crianças. O antigo Primeiro Ministro de Israel (2006-2009), Ehud Olmert, classifica os planos do atual Governo de Israel para a construção de uma “cidade humanitária” como limpeza étnica [2]. O Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, afirma que o único passo sustentável para a esperança é a solução de dois Estados, afirmando: “aos que estão no poder, eu digo: permitam as nossas operações como a lei humanitária internacional exige. Aqueles com influência, eu digo: usem-na” [3].

As Universidades não podem ser torres de marfim, indiferentes ao sofrimento que as cerca, seja na região onde se inserem seja no mundo. As Universidades afirmam-se como guardiãs de valores que ficam bem no plano dos princípios, mas que se não tiverem expressão na vida das comunidades tornam-se um mero enunciado vazio. Uma visão humanitária, em prol das comunidades, é algo que deve nortear a afirmação das Universidades enquanto agentes de desenvolvimento científico, cultural e social, com implicações universais a nível local e global. Não tomar posição sobre o que se passa em Gaza, perante o genocídio que acontece à vista de todos, é uma forma de cegueira moral. A comunidade da Universidade do Porto não pode permanecer em silêncio perante o uso da fome como arma de guerra em Gaza, nem diante do bloqueio humanitário imposto a Gaza pelo Governo de Israel.

Enquanto membros da comunidade de Professores e Investigadores da U. Porto apelamos ao Governo português:
- que se manifeste de forma clara, firme e cabal contra os atos genocidas cometidos pelo Governo de Israel contra o povo Palestiniano.
- que reconheça o Estado da Palestina e,
- que pugne, no seio da União Europeia, pela imposição de sanções a Israel.

[1] https://en.wikipedia.org/wiki/Casualties_of_the_Gaza_war
[2] https://www.theguardian.com/world/2025/jul/13/israel-humanitarian-city-rafah-gaza-camp-ehud-olmert?CMP=share_btn_url
[3] https://news.un.org/en/story/2025/06/1165016#:~:text=UN%20Secretary%2DGeneral%20António%20Guterres,overshadowed%20by%20other%20regional%20conflicts




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Esta petição foi criada em 21 julho 2025
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