Como Vamos Pagar uma Casa com o Salário Mínimo? Exigimos Soluções Já!
Para: Governo de Portugal
Todos os meses, milhares de portugueses fazem contas para ver o que sobra depois de pagar alimentação, transportes, luz e gás. E quando olham para o preço de uma casa — seja para alugar ou construir — percebem o óbvio: não dá.
Em Portugal, o salário mínimo nacional é de 820€ líquidos. Mas a renda média de um T1 em Lisboa, Porto, Faro ou Braga já ultrapassa os 1.000€ mensais. Ou seja: mesmo trabalhando a tempo inteiro, não conseguimos pagar um teto.
E construir casa? Também está fora de alcance. O custo médio de construção varia entre 1.300€ e 1.800€/m² — o que significa que uma casa de 100m² custa mais de 130.000€ só em materiais e mão de obra. Isso representa mais de 13 anos de salário mínimo, sem gastar um único cêntimo em mais nada, e sem contar com o preço do terreno ou licenças.
Estamos numa emergência habitacional.
Os preços são impossíveis, os apoios são escassos e o Estado assiste de braços cruzados à expulsão silenciosa de famílias inteiras das suas cidades, bairros e vidas.
O que exigimos do Governo Português e da Assembleia da República:
- Teto máximo para rendas em zonas com maior pressão habitacional;
- Investimento real em habitação pública, social e cooperativa;
- Regulação dos lucros abusivos na construção civil e dos fundos imobiliários;
- Apoios concretos à autoconstrução e reabilitação de imóveis devolutos;
- Aumento real do salário mínimo, com base no custo de vida e da habitação;
- Lançamento de um plano nacional de emergência habitacional, com resposta imediata para as famílias em crise.
Trabalhamos, mas não conseguimos viver com dignidade.
Moradia não é um luxo. É um direito constitucional. E o Estado tem o dever de o garantir.
Chegou a hora de mudar! Exigimos que o Governo Português assuma a responsabilidade e implemente políticas reais e eficazes para garantir habitação digna a todos. Sem ação imediata, milhares continuarão a ser deixados para trás, sem teto e sem esperança. Não vamos aceitar menos do que o direito fundamental à moradia!