ABAIXO-ASSINADO DOS CSP DA ULS GAIA ESPINHO PELA REORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO COMPLEMENTAR (SAC)
Para: Conselho de Administração da ULSGE
Os médicos de família, internos de MGF e enfermeiros abaixo-assinados, pertencentes à Unidade Local de Saúde de Gaia Espinho (ULSGE), vêm por este meio solicitar à Direção Clínica a reavaliação do modelo atual de funcionamento do Serviço de Atendimento Complementar (SAC), especificamente no que se refere à sua manutenção nos dias úteis entre as 20h e as 23h.
Tendo em conta que:
- O atual modelo de funcionamento do SAC nos dias úteis é desajustado face às necessidades reais da população e representa uma sobrecarga desnecessária para os profissionais de saúde;
- A rede de Unidades de Saúde Familiar (USF) da ULSGE dispõe de capacidade instalada suficiente para garantir o acesso a cuidados de saúde em tempo útil durante os dias úteis, inclusive através de consultas abertas, que frequentemente permanecem com vagas disponíveis;
- A procura pelo SAC neste horário específico tem sido baixa, o que levanta dúvidas sobre a sua utilidade real, especialmente quando comparado com a exigência de recursos humanos, nomeadamente médicos e enfermeiros;
- Este modelo é já seguido por outras ULS do Grande Porto, que mantêm o funcionamento do SAC apenas aos fins de semana e feriados, sem prejuízo da acessibilidade ou qualidade dos cuidados prestados;
- ULS Santo António (Porto) - fins de semana e feriados 9-17h
- ULS Santo António (Gondomar) - fins de semana e feriados 8-20h
- ULS Tâmega e Sousa (Amarante) - sábados e domingos 8-14h
- ULS Alto Ave – fins de semana e feriados
- A concentração do SAC nos períodos de fim de semana e feriados permitiria uma melhor alocação dos recursos humanos e a redução do desgaste profissional, promovendo a sustentabilidade dos serviços e a segurança dos profissionais e utentes;
Reivindicamos que:
- A Direção Clínica da ULSGE proceda à suspensão do funcionamento do SAC nos dias úteis (20h–23h), mantendo-se apenas os turnos aos fins de semana e feriados, em linha com o que se verifica em outras ULS da região.
Esta medida, para além de coerente com as boas práticas organizativas, representa uma utilização mais racional dos recursos públicos e respeita o princípio da eficiência dos serviços de saúde.