Introdução de Educação Financeira Obrigatória no Ensino Básico e Secundário em Portugal
Para: Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da Republica
Os abaixo-assinados solicitam a introdução obrigatória de uma disciplina de Educação Financeira e Economia do Cidadão no ensino básico e secundário em Portugal.
A falta de literacia financeira tem tido um impacto negativo profundo na sociedade portuguesa. Muitos jovens e adultos enfrentam dificuldades na gestão do seu orçamento, acumulam dividas de forma inconsciente e desconhecem conceitos fundamentais como o IRS, o juro composto, a poupança, o investimento ou a segurança social.
Proposta:
Criação de uma disciplina obrigatória a partir do 3.º ciclo (7.º ano) ate ao ensino secundário.
Aulas praticas com temas como: impostos (IRS, IVA), poupança, credito, investimentos simples, orçamento familiar, juro composto, consumo consciente, segurança social.
Metodologias interativas com simulações, projetos individuais e em grupo, jogos financeiros, e planos reais de gestão pessoal.
Docentes com formação especializada em economia, contabilidade ou gestão financeira.
Justificação Económica:
Gestão consciente = menos dividas pessoais Jovens educados financeiramente evitam o endividamento irresponsável e aprendem a viver de acordo com as suas possibilidades.
Mais poupança = mais investimento nacional Uma sociedade que poupa mais gera capital interno disponível para financiar empresas, projetos e startups locais.
Empreendedores e investidores desde cedo A compreensão de risco, retorno e planeamento prepara os jovens para criar negócios ou investir com critério.
Consumo inteligente = economia sustentável Consumidores formados valorizam a qualidade e reduzem o desperdício, estabilizando o consumo e tornando-o mais racional.
Cidadania fiscal ativa Entender o sistema fiscal e o papel do Estado torna os cidadãos mais exigentes, conscientes e participativos na democracia.
Conclusão:
Esta medida terá um impacto real na vida das futuras gerações e no desenvolvimento económico de Portugal. Um pais só cresce de forma sustentável quando os seus cidadãos sabem gerir os seus recursos e tomar decisões informadas.
Portugal precisa urgentemente de educar para a vida real.
Lisboa, 06/06/2025
Rui Cardoso