Petição Pública Logotipo
Ver Petição Apoie esta Petição. Assine e divulgue. O seu apoio é muito importante.

Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) - Reavaliação da Lei n.º 16/2007 para introdução de diferenciação de situações, responsabilidades e alternativas

Para: Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República; Primeiro-Ministro; Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social; Partidos com Assento Parlamentar

Serve a presente petição à Assembleia da República para solicitar a reavaliação da Lei n.º 16/2007, que regulamenta a interrupção voluntária da gravidez (IVG) em Portugal, com o objetivo de introduzir diferenciações claras entre os tipos de gravidez indesejada, reforçar a responsabilidade dos intervenientes e promover alternativas mais equilibradas, como a adoção.


* Contexto e Divergências na Lei Atual

A atual legislação trata de forma uniforme todas as gravidezes indesejadas dentro do prazo legal de 10 semanas, independentemente da origem da gravidez ou das circunstâncias que levaram à sua ocorrência. No entanto, existem diferenças significativas entre os contextos que levam à gravidez indesejada, que exigem um tratamento mais detalhado e justo.

Entre os pontos que consideramos necessários para debate estão:


- Gravidez resultante de atos criminosos (violação ou estupro):

A legislação permite a IVG nestes casos, mas não incentiva ou exige que a vítima reporte o crime às autoridades competentes.
Sugerimos que, nestas situações, o acesso à IVG esteja associado à formalização de uma denúncia, protegendo a vítima e permitindo a responsabilização do agressor.


- Gravidez resultante de relações consensuais sem proteção:

Muitos casos de IVG decorrem de irresponsabilidade, como o não uso de métodos contracetivos disponíveis e acessíveis gratuitamente no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Apesar de a negligência ser de ambos os parceiros, a lei atribui plenos poderes de decisão exclusivamente à mulher, ignorando a corresponsabilidade do homem.
Propomos que seja implementada uma consulta conjunta, sempre que possível, para que ambas as partes possam expressar suas posições, exceto em situações de risco ou violência.


- Adoção como alternativa à IVG:

Há milhares de casais em filas de espera para adoção em Portugal, enquanto muitas gravidezes são interrompidas.
Sugerimos que a adoção seja promovida como uma opção complementar, especialmente em casos onde a gravidez decorra de relações consensuais e a mulher não deseje assumir a maternidade, garantindo apoio psicológico e social durante o processo.


- Casos de gravidez desejada que colocam em risco a vida da mulher:

Reconhecemos que, nestes casos, a IVG é justificada e deve prevalecer o direito à vida da mulher.
No entanto, é importante promover a adoção como solução para casais que perdem a capacidade de procriar após estas situações.


* Propostas de Alteração à Lei

1. Diferenciação de tipos de gravidez indesejada:

- Casos em que a IVG seria permitida:

Gravidez decorrente de crimes (violação, estupro, etc.), com obrigatoriedade de denúncia às autoridades.

Risco comprovado para a vida ou saúde da mulher.

Malformações graves e inviabilidade do feto.


- Casos em que a IVG seria restrita:

Gravidezes por relações consensuais sem proteção, exceto em situações de comprovada vulnerabilidade (ex.: menoridade ou incapacidade financeira extrema).


2. Responsabilidade compartilhada:

Implementação de uma consulta conjunta entre os parceiros em gravidezes por relações consensuais, para que ambos sejam envolvidos na decisão, exceto em casos de risco ou violência.


3. Monitorização de IVGs recorrentes:

Pessoas que realizem múltiplas IVGs deverão ser encaminhadas para consultas obrigatórias de planeamento familiar e acompanhamento psicológico.


4. Promoção da adoção como alternativa:

Facilitar os processos de adoção e garantir maior informação às mulheres sobre esta opção, especialmente em casos de gravidezes decorrentes de negligência ou incapacidade de criar o filho.


5. Educação e prevenção:

Reforçar campanhas educativas sobre métodos contracetivos e a importância da responsabilidade sexual, com especial foco em comunidades de maior risco.

Envolver os homens em campanhas de sensibilização, promovendo o uso de métodos contracetivos masculinos e a partilha de responsabilidades.


* Consequências da Lei Atual


A falta de diferenciação na legislação contribui para:

- A perpetuação de comportamentos irresponsáveis, onde a IVG é usada como substituto para métodos contracetivos.

- A exclusão do homem de um processo que também é sua responsabilidade.

- O aumento dos custos para os contribuintes, financiando procedimentos de IVG em contextos evitáveis.

- A não responsabilização de agressores em casos de gravidezes resultantes de crimes.


* Conclusão

Reiteramos que o objetivo desta petição não é restringir o direito à IVG, mas garantir que ele seja utilizado de forma justa, responsável e ética, promovendo soluções que equilibrem os direitos das mulheres, dos homens e do futuro da criança. Solicitamos, assim, que esta matéria seja debatida no Parlamento, com vista a uma eventual alteração à Lei n.º 16/2007.

Esperamos que esta reflexão contribua para uma sociedade mais justa, responsável e solidária.



Qual a sua opinião?

Esta petição foi criada em 11 janeiro 2025
A actual petição encontra-se alojada no site Petição Publica que disponibiliza um serviço público gratuito para todos os Portugueses apoiarem as causas em que acreditam e criarem petições online. Caso tenha alguma questão ou sugestão para o autor da Petição poderá fazê-lo através do seguinte link Contactar Autor
Assinaram a petição
2 Pessoas

O seu apoio é muito importante. Apoie esta causa. Assine a Petição.