Garantir Aposentadoria Digna para Contribuintes Pós-2017
Para: Destinada ao Presidente da Assembleia da República, aos Deputados da Assembleia e à população portuguesa.
“Lei para Garantir Aposentadoria Acima do Salário Mínimo Nacional e Promover Justiça Previdenciária para Contribuintes do Sistema de Segurança Social em Portugal”
Os baixos salários praticados em Portugal afetam diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente os jovens e imigrantes que enfrentam desafios para garantir necessidades básicas como moradia e alimentação. Essa realidade não só compromete o presente, mas também coloca em risco o futuro financeiro de milhões de pessoas que, ao chegarem à terceira idade, dependerão de uma aposentadoria insuficiente para viver com dignidade.
O sistema atual de cálculo das aposentadorias, baseado na média salarial e na taxa de formação, deixa muitos aposentados com rendimentos inferiores ao necessário para cobrir despesas essenciais, como aluguel, saúde e alimentação. Em um país onde o custo de vida tem aumentado significativamente, especialmente em áreas urbanas, é inaceitável que contribuintes fiquem dependentes de uma aposentadoria inferior ao salário mínimo nacional.
A situação é ainda mais crítica para imigrantes e jovens que, iniciando suas contribuições em 2017, enfrentam salários baixos e alta precariedade laboral. Essas condições agravam a desigualdade e comprometem a segurança financeira no futuro. No Brasil, por exemplo, todos os aposentados recebem, no mínimo, um salário mínimo, garantindo um padrão básico de vida. É hora de Portugal adotar medidas semelhantes para proteger sua população.
Proposta de mudança:
1. Aposentadoria mínima digna:
• Garantir que todos os trabalhadores que iniciaram contribuições após 2017 recebam, no mínimo, o equivalente a 100% do salário mínimo nacional na aposentadoria.
2. Complemento solidário para aposentadoria:
• Criar um fundo solidário financiado por impostos sobre grandes fortunas e lucros extraordinários de empresas para complementar aposentadorias de contribuintes de baixa renda, garantindo o valor mínimo proposto.
3. Revisão da taxa de formação:
• Ajustar a fórmula de cálculo da taxa de formação para favorecer contribuintes com baixos rendimentos, aumentando gradualmente o percentual aplicado sobre a média salarial.
Impacto Social:
Sem mudanças no sistema previdenciário, o futuro de muitos idosos em Portugal será marcado por insegurança financeira, falta de moradia e até fome. Essa proposta busca evitar uma crise humanitária, promovendo:
• Redução da pobreza na velhice: Garantindo condições mínimas de subsistência para todos os aposentados.
• Maior igualdade previdenciária: Reconhecendo o esforço de jovens e imigrantes que contribuem para o crescimento econômico do país.
• Segurança financeira a longo prazo: Incentivando mais pessoas a permanecer no sistema de Segurança Social.
Conclusão:
Precisamos agir agora para corrigir as falhas do sistema e garantir uma aposentadoria digna para as futuras gerações. Aprovar esta lei não é apenas uma questão de justiça social, mas de responsabilidade moral com todos que trabalham e constroem o futuro de Portugal.
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