Lesados do Incêndio +200 carros
Para: Câmara Municipal de Loures , Polícia Judiciária , Fluxo Principal Unipessoal LDA , Aeroporto Parque , looking4parking.pt ,
Pessoas llesadas no incêndio ocorrido no passado dia 16 no Aeroportoparque, sito em Prior Velho, que destruiu mais de 200 viaturas.
Infelizmente, estamos lesados quer patrimonial quer moralmente e o vislumbre de resoluções ou indemnizações continua a ser uma miragem.
Famílias inteiras estão há mais de uma semana desprovidas de um bem essencial para as suas tarefas diárias. Muitas ficaram privadas de gozar as suas férias condignamente, outras dependem de terceiros para ir trabalhar e todas ainda se sentem traumatizadas com os danos que lhes estão a ser infligidos.
A empresa a quem confiaram as suas viaturas, muitas delas pela enésima vez, foi a mesma que perante o sucedido lhes virou as costas, remetendo-se ao silêncio.
Regressados de férias, os lesados ficaram no dia, tal como hoje, entregues à sua sorte. A nenhum foi dado auxilio a nível nenhum (transporte, alojamento, alimentação,...).
Desde o momento, até à presente data continua a ser desumana a forma como esta entidade gere as conversações e a tentativa de minimizar os constrangimentos é inexistente.
Foram enviados por todos os implicados emails a solicitar esclarecimentos, aos quais foi dado o número da apólice bem como foi facultada a identidade da seguradora em questão, a AGEAS. Esta já reagiu, descartando responsabilidades ao afirmar que a referida apólice só segura o edifício.
Pelos meios de comunicação vamos tomando conhecimento de que existem ilegalidades várias, a começar pelo fato do licenciamento ser para armazém e não parquemento.
Pelos aconselhamentos que nos vão sendo dados, todos temos feito queixa na PSP, contatado advogados e solicitado apoio à comunicação social.
Mais, vários lesados contrataram o serviço em parque coberto tendo agora sido informados que as suas viaturas foram vítimas de perda total por incêndio o que denota que, sendo assim, a localização do seu veículo não estava no local contratualizado, uma vez que no piso coberto não houve incêndio e os danos possíveis seriam provocados unicamente por sobreaquecimento e queda de material estrutural.
No dia posterior ao incêndio foram decretadas duas intimações por parte da Proteção Civil que decretavam a suspensão da atividade e diligências para a retirada dos veículos com condicionantes. Sabemos que a empresa continua a laborar, a faturar e a incumprir as orientações dadas.
É igualmente revoltante que uma empresa que tem publicidade ao nível das instalações, das redes sociais, de páginas na internet, de serviços nas agências de viagens, entre outros, tenha laborado mais de uma década sem fiscalizações que interditasse a ilegalidade verificada.
Não obstante, não serem conhecidos episódios anteriores, passíveis de processos crime, como o que agora se verifica, uma simples pesquisa no Google Earth demosnstra a forma como as viaturas eram estacionadas, sem qualquer tipo de respeito pelas margens de segurança legais que permitissem uma evacuação.
Sendo uma empresa inscrita, com sede própria, que certamente possui alvará e paga impostos, obrigaroriamente, têm de possuir planos de evacuação e emergência, efetuar simulacros e ser vistoriada. Logo, se tudo isto falhou, o Estado e as entidades competentes para a realização destas condutas é igualmente responsável pelo sucedido.
Volvida mais de uma semana, corremos o risco da culpa morrer solteira, se nós baixarmos os braços e se a comunicação não levantar questões.
Após levar a consideração do grupo de Whatsapp criado para o efeito, a saber, Grupo de Lesados do Incêndio do Prior Velho - Lisboa, solicito em nome coletivo a vossa empatia, solidariedade e colaboração para nos ajudar a manter o assunto como tema da atualidade e como problemática a resolver.
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Assinaram a petição
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