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Petição Melhor Ambiente (aquecimento global)

Para: Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República

O Homem é um ser magnífico! Sua inteligência levou-o a ser o inventor de imensas coisas: ruas, prédios, pontes, lâmpada, computadores, máquinas diversas, inteligência artificial, satélites, aviões, remédios, formar de preservar alimentos, cirurgias, etc. Sem dúvida, o ser humano é um ser incrível de muita inteligência! Contudo, o Homem também tem sido o causador da sua própria destruição.
Fruto da ação pouco sábia do Homem, o nosso planeta encontra-se doente.
Por causa da ação do Homem, o Oceano Atlântico está a afogar-se em plástico. O Centro Nacional de Oceanografia (NOC) de Inglaterra descobriu que a quantidade de plástico no Oceano Atlântico é 10 vezes superior ao estimado. 200 milhões de toneladas só para os três tipos de plástico mais comuns, e de um determinado tamanho.
De acordo com o artigo do ZAP, publicado a 29-02-2024, “Se a Terra fosse um paciente, estaria nos Cuidados Intensivos” (Se a Terra fosse um paciente, estaria nos cuidados intensivos - ZAP Notícias (aeiou.pt) ). A advertência veio do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Nairobe. Mencionou que a Terra “tem febre e cada um dos últimos nove meses foi o mais quente registado”, acrescentando que a “capacidade pulmonar” da Terra está comprometida, com a destruição dos bosques que absorvem dióxido de carbono e produzem oxigénio. Tedros recordou que muitas fontes de água da Terra — o elemento vital — estão contaminadas e alertou que o mais preocupante de tudo é que o seu estado está “a deteriorar-se rapidamente”. Neste contexto, apontou não ser de estranhar que a saúde humana esteja “a sofrer”, quando a saúde do planeta está “em perigo”.
Como exemplos desta realidade, Tedros disse que mais ondas de calor contribuem para “mais doenças cardiovasculares“, enquanto a contaminação do ar provoca “cancro do pulmão, asma e doença pulmonar obstrutiva crónica”. Produtos químicos como o chumbo causam “incapacidade intelectual, doenças cardiovasculares e renais”, enquanto a escassez de água afeta a produção de alimentos, fazendo com que as dietas saudáveis sejam “menos acessíveis”, destacou.
As alterações climáticas estão a provocar mudanças no comportamento, na distribuição, no movimento, no alcance e na intensidade dos mosquitos, das aves e outros animais que propagam doenças infecciosas, como dengue e malária, a novas áreas. O comércio ilegal da vida selvagem, acrescentou, também aumenta o risco de contágio zoonótico, que pode desencadear uma pandemia.
Na opinião do diretor-geral da OMS, as causas desta crise são “multissetoriais“, tal como os impactos, e assim deve ser a resposta. “Metemo-nos coletivamente nesta confusão. Devemos sair disto coletivamente. Nenhum país, nem nenhuma agência podem fazer isto sozinhos”, defendeu Tedros.
O próprio secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, afirmou a 27-07-2023, em declarações à imprensa, que “acabou a era do aquecimento global e começou a era da ebulição global.” “Não temos necessidade de esperar pelo fim do mês para o saber. A menos que aconteça uma mini-idade do gelo nos próximos dias, julho de 2023 vai rebentar todos os recordes”, previu António Guterres. “Para grandes partes da América do Norte, da Ásia, de África e da Europa, este verão é cruel. Para o planeta inteiro, é um desastre”, desenvolveu Guterres. E “para os cientistas, não há qualquer dúvida: os humanos são os responsáveis”, insistiu. Guterres realçou que “a única surpresa é a velocidade da mudança”, prosseguindo que “as consequências são claras e trágicas: crianças levadas pelas chuvas da monção, famílias que fogem das chamas, trabalhadores que colapsam sob o calor inclemente”. Com esta constatação catastrófica, o secretário-geral da ONU repetiu os seus apelos incessantes à ação radical e urgente e voltou a atacar o setor dos combustíveis fósseis. “O ar é irrespirável. O calor é insuportável. E os níveis dos lucros das energias fósseis e a inação climática são inaceitáveis”, insistiu.
Assim sendo, o aquecimento climatérico é um dos grandes temas do século XXI, onde os índices e previsões dos principais cientistas não são favoráveis sobre o futuro do ecossistema no Planeta Azul. Os media têm dado forte ênfase sobre o assunto, e até mesmo Hollywood aproveita a temática para faturar em cima de super produções, como o filme “Um dia depois de amanhã” (Fox, 2004).
Independente se há, ou não, exageros sobre as previsões do aquecimento global, o tema não pode ser negligenciado. Nos últimos dois séculos o planeta tem sido violentamente agredido pela acção humana não sustentável, onde os processos de industrialização e modernização, além do êxodo rural que inchou cidades, têm vindo a destruir as principais reservas do planeta.
Segundo o jornal Expresso online (Aquecimento global está a afetar a rotação da Terra: efeito é mensurável e vai implicar ajuste na contagem do tempo (msn.com) ), de 28-03-2024, no artigo escrito por Catarina Maldonado Vasconcelos, “O Aquecimento global está a afetar a rotação da Terra: efeito é mensurável e vai implicar ajuste na contagem do tempo.” Nesse artigo é mencionado: “A alteração afetará a sincronia entre o tempo astronómico e os relógios atómicos. O autor do estudo, Duncan Agnew, explica por que razão será necessário subtrair um segundo à contagem do tempo, apontando que se trata de mudanças “sem precedentes” causadas pelo aquecimento global. O aquecimento global e consequente derretimento das calotas polares estão a afetar a rotação da Terra e a interferir na precisão da contagem do tempo. A descoberta está patente num artigo publicado na quarta-feira, na revista “Nature” (Um problema global de cronometragem adiado pelo aquecimento global | Natureza (archive.is) ). Compreender este efeito implica saber que, numa sociedade altamente tecnológica, milésimas de segundo podem provocar grandes disrupções no funcionamento de tecnologia dependente de GPS. Foi precisamente por esse motivo que, há mais de 50 anos, autoridades do mundo inteiro resolveram aplicar o conceito de “segundo bissexto”, atendendo às ligeiras mudanças na rotação da Terra."O aquecimento global atingiu o ponto em que os seus efeitos estão a manifestar-se na forma como a Terra gira", escreve, em esclarecimentos enviados ao Expresso, Duncan Agnew, o geofísico da Universidade da Califórnia, em San Diego, que liderou o estudo. “Esta mudança na rotação nunca foi vista antes, e isto sublinha novamente que vivemos numa época em que mudanças sem precedentes estão a acontecer.”
Devido ao aquecimento climatérico global, que é algo que não pode ser negado, muitas catástrofes já aconteceram, e muitas outras virão a acontecer.
Atualmente enfrentamos uma “policrise” que pode ser fatal para a população global e levar à extinção da vida humana.
Sugiro a consulta do site das Nações Unidas para ler as causas e os efeitos do aquecimento global – Link: Causas e Efeitos das Mudanças Climáticas | Nações Unidas
Se não queremos que o aquecimento climatérico piore, mas regrida, cabe a nós, seres humanos, tomarmos decisões concretas, para mudar o curso da nossa História.
Em Portugal, já começamos a sentir os efeitos das alterações climáticas. A prova disso está no mais recente boletim climático do IPMA, que nos diz que o mês de fevereiro deste ano (2024) foi o mais quente dos últimos 93 anos. Esta realidade é ainda mais preocupante quando nos lembramos que o nosso país sofre um problema grave de seca, com especial pressão na região do Algarve.
Atendendo ao acima mencionado, apelamos ao nosso Governo que crie uma equipa de trabalho composta de técnicos especializados pelas mais diversas agências (Sugestão de agências que atuam na defesa do ambiente: QUERCUS, A ROCHA, etc.) que lutam pela preservação da Natureza (flora e fauna) e Ambiente, para que, para além das leis existentes, possam produzir propostas de Leis mais concretas e mais eficazes que possam ser implementadas no nosso país, e assim contribuirmos de forma mais “agressiva” para a diminuição do aquecimento climatérico na nossa nação.
Mas será que fará a diferença na situação do aquecimento climatérico global? Afinal de contas somos um pequeno país! Sim, somos um pequeno país, mas este pequeno país foi o pioneiro nas grandes navegações marítimas que culminaram nas descobertas de novas terras, e logo outros países seguiram-no.
Inicialmente, a nossa ação poderá não fazer grande diferença a nível global, mas podemos ser o primeiro país (se é que já não há outros!) que dá um gigante passo em direção à reversão do aquecimento climatérico global. Por certo, outros países seguirão os nossos passos!
Que Terra deixaremos para as futuras gerações? Uma Terra doente às portas da morte, onde os nossos filhos e netos não terão esperança de vida? Ou devemos lutar hoje, para que a Terra saia dos Cuidados Intensivos, deixando uma Terra mais saudável para as futuras gerações? Afinal de contas somente há uma Terra!
Conforme as palavras de António Guterres, secretário-geral da ONU: “Os líderes devem liderar. Basta de hesitação. Basta de desculpas. Basta de esperar que os outros deem o primeiro passo.”



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Esta petição foi criada em 07 julho 2024
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