Petição para a Inclusão de um Currículo de Literacia Financeira nas Escolas de Lisboa
Para: Carlos Manuel Félix Moedas (Presidente da Câmara Municipal de Lisboa), Câmera Municipal de Lisboa (CML), Ministério da Educação, Fernando Alexandre (Ministro da Educação, Ciência e Inovação)
Considerando que a literacia financeira é fundamental para a estabilidade económica individual e coletiva propõe-se que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) insira a disciplina de Literacia Financeira no currículo escolar do 1° ao 12°anos.
Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) revela que os jovens que recebem educação financeira têm maior probabilidade de poupar dinheiro, planear as suas finanças pessoais e evitar dívidas excessivas. Países como a Austrália, Canadá e Reino Unido já implementaram programas de literacia financeira nas escolas e observaram melhorias significativas nos conhecimentos e comportamentos de cariz financeiro dos estudantes.
No caso da Austrália, Desde a introdução de um currículo nacional de literacia financeira em 2011, os estudantes australianos mostraram um aumento de 15% nos conhecimentos financeiros básicos, segundo o Conselho Australiano de Educação Financeira.
No Reino Unido, após a introdução da literacia financeira como componente obrigatória dos currículos das escolas secundárias em 2014, o Instituto de Estudos Fiscais reportou que os jovens britânicos reduziram o uso de cartões de crédito em 12% e aumentaram a poupança pessoal em 18%.
Por último, no caso do Canadá, após a inclusão de educação financeira no currículo de Ontário em 2011, foi observado que 80% dos alunos se sentem mais confiantes na gestão de dinheiro e cerca de 70% passaram a poupar regularmente, conforme um estudo do Instituto de Pesquisa em Educação Financeira do Canadá. É também importante realçar que, recentemente, a Câmara Municipal do Porto anunciou a inserção da Literacia Financeira no contexto escolar (1°ano ao 12°ano).
Em suma, a implementação de um currículo de literacia financeira nas escolas é imperativa para preparar as futuras gerações para os desafios económicos do século XXI. Equipar os jovens com conhecimentos financeiros desde cedo promove uma sociedade mais consciente e preparada para gerir recursos de forma responsável. A adoção desta medida não só contribuirá para a estabilidade financeira individual, mas também fortalecerá a economia nacional como um todo.
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