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APELO PELO FIM À GUERRA E AO GENOCÍDIO

Para: Cidadãos em geral

Apelo adoptado em Paris, a 4 de Maio de 2024, por 34 militantes vindos de 16 países: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Itália, Noruega, Portugal, Reino Unido, Roménia, Rússia, Sérvia, Suécia, Suíça e Ucrânia

«Não é quando a guerra mata 1000 soldados por dia, quando as liberdades são suprimidas pela censura e pela lei marcial, que podemos lutar contra a guerra; é previamente, quando ainda nos podemos organizar e manifestar. DESTA VEZ, É PRECISO IMPEDI-LOS ANTECIPADAMENTE!»
Biden, Scholz, Macron, Sunak, Meloni... Às vossas guerras dizemos NÃO!
Vocês são responsáveis pelos massacres e as guerras.

Em 24 de Abril, o Congresso dos EUA votou 95 mil milhões de dólares para a guerra na Ucrânia, para fornecer armas ao Exército de Netanyahu e pela demonstração bélica face à China. A reacção veio sob a forma de uma formidável onda de mobilização estudantil, começando na Universidade de Columbia (Nova Iorque), com a palavra de ordem: «Genocide Joe. You can’t hide. How many kids have you killed today?» (Joe genocida. Não te podes esconder. Quantas crianças mataste hoje?)
Mais de 100 mil Palestinianos foram mortos, mutilados ou dados como desaparecidos. Centenas de milhares de crianças estão a morrer à fome, privadas de cuidados de saúde e de escolaridade, muitas delas agora órfãs, traumatizadas pela dimensão dos bombardeamentos e da destruição perpetrados pelo exército de B. Netanyahu.
Os chefes de Estado e de Governo, a começar pelos EUA, seguidos pela União Europeia, são responsáveis por aquilo que o Tribunal Internacional de Justiça qualificou de provável genocídio, a que milhões de pessoas horrorizadas assistem todos os dias. Os governos estão a participar no esmagamento do povo palestiniano, organizando o fornecimento de armas e componentes militares a Israel e mantendo acordos comerciais com o Estado que está a matar e a destruir todas as formas de civilização na Faixa de Gaza.
Apesar da inação, ou mesmo do silêncio, dos dirigentes do movimento operário, poderosos protestos e mobilizações espalham-se por todos os países do mundo, em todos os continentes, incluindo Israel, em defesa do povo palestiniano e dos seus direitos.
Os governos e a União Europeia que permitiram e continuam a apoiar este genocídio (descrito como tal até pelo Papa) estão agora a tentar abrandar a sua retórica, assustados com as consequências das suas políticas na Palestina e nos seus próprios países.
Os governos querem agora levar-nos mais longe na guerra na Ucrânia, enviando tropas e mergulhando-nos num conflito entre potências nucleares. As mesmas pessoas que nos venderam a União Europeia como um espaço de paz estão agora a preparar-se para a guerra.
O movimento operário alemão, contra a guerra, exigiu “manteiga em vez de canhões”. Mas, muitas vozes se levantam – na UE e em muitos governos – apelando à implementação de uma economia de guerra, o que significa um ataque geral às conquistas sociais, às liberdades democráticas e aos serviços públicos que as lutas dos trabalhadores impuseram em todos os países. Enquanto os líderes dos sindicatos apoiarem a orientação bélica das elites governantes na Europa, não conseguirão impedir a destruição destas conquistas dos trabalhadores.
De ambos os lados da fronteira russo-ucraniana, os jovens estão a ser apanhados nas ruas, nas cidades e no campo, para serem enviados à força para a frente de batalha e para a morte. Enquanto Putin inscreveu 300 mil novos soldados, Zelensky baixou a idade de alistamento em dois anos. E tudo para servir de carne de canhão às multinacionais e aos oligarcas de todos os lados. Recusamo-nos a deixar que esta guerra se alastre. Queremos que ela acabe imediatamente.
Perante todos os governos belicistas que hipocritamente afirmam defender a paz e a democracia – enquanto desmantelam as conquistas sociais e democráticas em todo o lado, recusando negociações e o cessar-fogo e continuando a fornecer armas – estamos ao lado dos jovens ucranianos e russos que estão fartos da guerra, ao lado dos trabalhadores e dos jovens que recusam a guerra e a opressão e exigem um cessar-fogo, o levantamento do bloqueio de Gaza e a satisfação das exigências sociais e políticas.
Dizemos: em nosso nome, não!
• Recusamos as guerras e a barbárie, que apenas beneficiam os poderosos e a indústria do armamento, cujos lucros estão a subir em flecha.
• Recusamos – para nós, para os nossos filhos e para os nossos netos – ser arrastados para a guerra e para a militarização de toda a sociedade.
• Recusamos os orçamentos militares cada vez maiores sob a tutela da NATO e da União Europeia, e denunciamos a guerra social que é travada contra os trabalhadores e os jovens.
• Rejeitamos todos os ataques às liberdades, as ameaças e a repressão. Defendemos a liberdade de expressão, de reunião e de manifestação, bem como o direito à greve, que se encontram particularmente ameaçados.
A mobilização dos povos do mundo será capaz de travar a escalada assassina para a qual os governos nos querem arrastar e pôr fim ao fornecimento de armas.
Ao unirmo-nos para além das fronteiras, estamos a trabalhar pela unidade internacional dos trabalhadores e dos jovens para impor um cessar-fogo e a reafectação dos orçamentos militares às necessidades vitais da população, às escolas, aos hospitais, aos salários e às pensões de aposentação.
Fim do massacre do povo palestiniano! Na Palestina como na Ucrânia, um cessar-fogo imediato! Fim do fornecimento de armas! Não a qualquer intervenção militar das forças da NATO na Ucrânia!

PRIMEIROS SUBSCRITORES

ALEMANHA: Michael Altmann, Ver.di Hesse, serviços sociais de Saúde, Ensino e Ciências; Carla Boulboullé, jornal Sopode (Política social-democrata); Britta Brandau, membro do Ver.di, secretária adjunta Die Linke (Hesse); Reiner Braun, Secretariado da Internacional pela paz (IPB); Isabelle Cassel, PeaceLab, membro do Was Tun; Henning Frey, Was Tun Cologne, sindicato dos professores GEW; Harri Grünberg, coordenador do Was Tun; Dr Khaled Hamad, secretário da comunidade palestiniana da Alemanha; Susanne Hille, dirigente sindical; Andrej Hunko, deputado no Bundestag, Aliança Sahra Wagenknecht; Kristine Karch, co-coordenadora da rede internacional «No to war – No to NATO»; Sean Conner, director executivo Secretariado da Internacional pela paz (IPB); Jutta Kausch, animadora da Coordenação de Berlim pela Paz; Gotthard Krupp, direcção do Ver.di por Berlim e Brandeburgo, jornal Sopode (Política social-democrata); Mario Kunze, sector da Saúde, membro do Ver.di; Andreas Kutsche, Ver.di, conselheiro municipal, Aliança Sahra Wagenknecht; Dieter Lachenmayer, coordenador Bade-Wurtemberg rede pela Paz; Barbara Madj Amin, animadora da Coordenacão de Berlim pela Paz; Thilo Nicklas, secretário adjunto IG Bau Colónia e Bonn; Dr Christof Ostheimer, militante pela paz no Ver.di Norte; Kathrin Otte, círculo de coordenação do Was Tun; Marcus Steiger, jornalista; Josephine Thyrêt, dirigente sindical Ver.di na Saúde, Aliança Sahra Wagenknecht; Laura v. Wimmersperg, animadora da Coordenação de Berlim pela Paz.

ÁUSTRIA: Axel Magnus, secretário do comité de empresa, Grupo Social-democratas e sindicalistas contra a política do estado de urgência; Thomas Kopalek, Grupo Sociais-démocrates e sindicalistas contra a política do estado de urgência; Stefan Grasgruber-Kerl, secretário da secção 1 do SPÖ Josefstadt; Werner Drizhal, membro do SPÖ e sindicalista; Günther Mitterecker, membro do SPÖ da secção local de Tullnerbach; Franz Koskarti, presidente da fracção dos sindicalistas social-democratas de Favoriten (Viena); Andreas Auzinger, conselheiro municipal, membro do Partido Communista Autriaco (KPÖ).

BÉLGICA: Ludo de Brabander, dirigente Vrede (Movimento pela Paz); Pr De Cautern, filósofo, Universidade católica de Lovaina; Nordine Saïd, militante pela descolonização, membro de Bruxelles Panthères e do Mouvimento cidadão Palestina; Pierre Galland, senador honorário; Pierre Debbaut, prefeito honorário do Ateneu Real de Neufchâteau; Emmanuel Chidozie, doutorando-investigador na Universidade católica de Lovaina; Joëlle Dubois, membro do movimento Quaker, Bruxelas; Ria Verjauw, Movimento pela paz de Lovaina; Luk Vervaet, ex-professor em meio prisional; Willems Martin, organizador nacional dos trabalhadores “freelance” na Confederação dos sindicatos cristãs; Georges Berghezan, Comité de vigilância da NATO (CSO); Claire Delstanche, DiEM25.

CHIPRE: Androula Giourov, jornalista, ex-director do jornal Haravgi e ex-dirigente do partido AKEL; Andros Kyprianou, deputado, ex-dirigente do partido AKEL.

DINAMARCA: Magnus Carlsen, estudante, socialista internacionalista; Steffen Fog Larsen, professor, socialista internacionalista; Jesper Yssing, aprendiz de carpinteiro; Frederik Vinther, estudante; Rasmus Nygaard, assistente social; Anton Schou, socialista internacionalista.

ESPANHA: Pablo Garcia Cano, sindicalista, eleito para o comité da empresa John Deere Ibérica; Vicent Garcès, militante PSOE; Luis Gonzales, membro do Conselho confederal das CCOO; Jordi Salvador, deputado de Tarragona às Cortes; Marisa Saavedra, ex-deputada de Podemos por Castela às Cortes; Encarna Lopez, organizadora da Marcha republicana a Madrid a 16 de Junho; Maria Pozuelo Castro, responsável de política internacional do Podemos Catalunha; Conchi Abellan, coordenadora do Podemos Catalunha.

FINLÂNDIA: Women for Peace; Women against Nuclear Power.

FRANÇA: Ahmed Beral, sindicalista RATP; Isabelle Dartagnan, militante LFI; Philippe Juraver, co- responsável do polo social LFI; Pascal Sammouth, sindicalista; François Livartovsky, dirigente sindical; Frédéric Bochard, sindicalista; Emily Chazette, militante LFI; Yessa Belkhodja, militante pela descolonização, membro do colectivo de defesa dos jovens do Mantois; Jérôme Legavre, militante POI, deputado LFI; Jean-François Coulomme, deputado LFI; Stéphane Jouteux, membro do Comité Internacional de Ligação e de Intercâmbio (CILI); Adrien Duquenoy, membro do POI; Partido Operário Independente (POI).

GRÉCIA: Panayiotis Xoplidis, militante do Nar (Corrente nova esquerda); Pavlos Antonopoulos, militante do Nar; Litsa Frydas, militante do Nar; Costas Bouyioukos, militante do Nar; Dimitris Konstantakopoulos, jornalista e editor Defend Democracy, ex-membro do Syriza; Marios Kritikos, sindicalista, ex-dirigente da Adedy (Confederação grega dos serviços públicos); Giorgos Lieros, escritor; Petros Tsioumanis, presidente do sindicato PASYP Germanos; Themistoklis Tzimas, advogado, professor na Universidade de Atenas.

IRLANDA: Clare Daly, deputada do Parlamento Europeu por Dublin; Mick Wallace, deputado do Parlamento Europeu pela Irlanda do Sul.

ITÁLIA: Comité autónomo dos trabalhadores portuários (Calp) de Génova; Josè Nivoi, dirigente do Calp; Potere al Popolo; Giuliano Granato, porta-voz de Potere al Popolo; Marta Collot, porta-voz de Potere al Popolo.

NORUEGA: Marielle Leraand, Iniciativa Paz e Justiça; John Y. Jones, Iniciativa Paz e Justiça.

POLÓNIA: Agnieszka Wolk-Laniewska, jornalista, colonista do jornal NIE – Esquerda; Beata Machul- Telus, PhD, politólogo e pedagogo, presidente da Associação para o desenvolvimento da sociedade Pro Humanum; Maciej Wisniowski, PhD, jornalista do site de informações strajk.eu.

PORTUGAL: Mário Tomé, militai de Abril; Carmelinda Pereira, membro da Assembleia Constituinte em 1975-1976; Carlos Marques, candidato à Presidência da República em 1991 por uma coligação de esquerda; António Aires Rodrigues, membro da Assembleia Constituinte em 975-1976; Silvia Timóteo, membro da comissão executiva da Direcção do SPGL; Rafael Henriques, dirigente do sindicato dos Médicos, Zona centro, e membro do BE; Ana Cortes, membro do BE; José Casimiro, membro do BE.

REINO UNIDO: Haim Bresheeth, Rede Judia pela Palestina (Jewish Network for Palestine) e Aliança Convivência; David Cannon, presidente da Rede Judia pela Palestina; Pr Les Levidow, Open University de Londres; Centro de apelo e de assistência aos Muçulmanos do Reino Unido, Londres (Muslim Community Helpline); Sumar Shau; Joanna Nowicki, investigadora e activista; Margaret Owen O.B.E., advogada internacional dos Direitos do Homem, membro da Rede Judia pela Palestina; Roshan Pedder, Associação dos amigos da Palestina de Lewisham, Londres; Dr Margaret Chirgwin, NHS (Serviço Público de Saúde); Jane de Rennes, professor universitário, cientista; Dr Mujahid Islam, membro da coligação «Stop the War, UK», Cambridge; Taj Zareen, secretário da coligação «Stop the War, UK», Cambridge; John Garrett, professor associado, Warwickshire. Frances Kelly, Manchester.

ROMÉNIA: Constantin Ozon-Ianc; Mugurel Popescu, funcionário da Universidade, presidente do sindicato Solidariedade; Eusebiu-Rosini Ionita, vice-presidente do sindicato Radiatia; Marian Tudor, ex-conselheiro municipal; Rares Constantinescu, militante jovem, Grupo Acção Socialista.

SÉRVIA: Zoran Pavlovic, ex-presidente do Sindicato dos Carteiros; Vahida Ramujkic, artista, membro e dirigente da Associação das Belas-Artes da Sérvia; Nebojsa Milikic, trabalhador da Cultura, produtor, investigador e militante operário; Tara Komanovic, estudante, militante; Nebojsa Komanovic, trabalhador, militante operário; Ratibor Truvunac, militante operário, editor; Dr Irena Ristic, professor na Faculdade das Artes Dramáticas, Belgrado.

SUÉCIA: Marcus Carlstedt, sindicalista (Estocolmo); Sanna Olsson, militante do Partido de Esquerda, (Estocolmo); Brigitta Loewander, socióloga, membro da Campanha internacional para a abolição das armas nucleares; Conny Hanson, designer; Inga Palmer, artista; Women for Peace; Global Network against Weapons and Nuclear Power in Space.

SUÍÇA: Beppe Savary-Borioli, deputado do Grand Conseil, Forum alternativo; Boas Erez, universitário, Tribune Libre; Jacques Pous, historiador; arquitecto, membro do sindicato Unia; Tarek Idri, secretário do Movimento suíço para a paz; Allison Katz, aposentada, OMS, membro do People’s Health Movement; Günter Baigger, membro Partido Socialista Suíço (PSS); Nathan Finkelstein, Colectivo Urgência Palestina, de Genebra; Florian Aicher, Movimento marxista-leninista da Suíça, membro do Comité cantonal do SEV-TPG (Sindicato dos transportes públicos de Genebra).

UCRÂNIA: Yurii Sheliazhenko, Movimento pacifista ucraniano.



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Esta petição foi criada em 31 maio 2024
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