Contra a Identidade Visual de Governo implementada pelo Governo de António Costa
Para: Exmos Senhores Membros do Governo Actual e Futuros
Nós, o real povo de Portugal, unidos além de fronteiras profissionais ou ideológicas, manifestamos por este meio nosso repúdio veemente e inabalável contra a decisão do Primeiro-Ministro António Costa de implementar a identidade visual do Governo de Portugal e de futuras tentativas da sua implementação. Esta ação não apenas desconsidera a identidade e a relevância da história de Portugal, social e cultural, mas também subestima a capacidade intelectual e crítica de toda a população portuguesa.
A escolha de ignorar elementos tão relevantes como a esfera armilar e o escudo, desenvolvidas em homenagem ao passado histórico de Portugal e da sua população portuguesa, não é apenas uma falha em reconhecer a excelência da nação de Portugal; é um ato de regressão a práticas obsoletas e uma adesão a uma visão estreita do que constitui a identidade nacional. Tal medida reflete uma desconexão profunda com valores contemporâneos essenciais para a evolução da sociedade portuguesa no palco global, como a perservação e evidência da sua identidade ao invés da sua dissolução e desprezo desrespeituoso pela sua identidade.
Ao optar por uma identidade visual como considerada por muitos como tecnicamente inadequada e visualmente ridícula, especialmente na representação de um orgão de soberania de Portugal, o governo de António Costa demonstrou uma perspectiva alarmantemente retrógrada. Esta decisão não apenas contraria os princípios básicos do design, mas também coloca Portugal numa posição de desvantagem no diálogo internacional e na economia criativa mundial.
A exclusão da população portuguesa e da identidade histórica factual de Portugal no processo decisório é um sinal claro de desrespeito pelos portugueses e pela nação de Portugal. Este ato não é apenas uma afronta à comunidade de design mas um golpe contra a cultura portuguesa e excelência que Portugal fomentou essencialmente até ao século XX.
Exigimos, portanto, que não seja sequer considerada a hipótese de implementar novamente a identidade visual de Governo de António Costa. Portugal merece uma identidade que espelhe o seu legado histórico e a sua dinâmica contemporânea, uma identidade que nos propulse para o futuro, não desprezando e fazendo tábua rasa do passado, pois também faz e fará parte do nosso futuro.