Pela criação de investimento no aumento real da produtividade em Portugal
Para: XXIII Governo Constitucional; Assembleia da República; Cidadãos
Desde há 50 anos que os sucessivos governos de Portugal se limitam a medidas de curto prazo. Os objetivos são vários: ter resultados imediatos para demonstrar subserviência a Comissão Europeia e ao FMI; angariar votos; garantir rendimentos extra e cargos de direção com remunerações chorudas nas empresas que beneficiam durante o período governativo; e, admito que, nalguma medida, fazer evoluir o país e ajudar os cidadãos.
Durante todos estes anos algum dos vários governos podia ter dado exemplo do Estado como empreendedor e fomentar essa atitude nos cidadãos. Nunca vi serem assumidas medidas simples que podem ser úteis a longo prazo, não só no apoio ao aumento da produtividade, como na mudança de mentalidades, entre elas:
- a criação de equipas de avaliadores de um Ministério ou Secretaria de Estado, que selecionassem criteriosamente, propostas de criação de empresas com interesse para o País e financiasse ou agilizasse contactos com investidores interessados. Criando alguma dinamização empresarial na sociedade portuguesa;
- apostar na formação das entidades patronais, de forma a instaurar nas empresas, protocolos de atuação que otimizem a produtividade. Somos dos países em que mais horas se trabalha e menos se produz, isto é provocado pela desorganização das empresas e falta de protocolos de produção com melhoria contínua da qualidade, como acontece por exemplo na Alemanha;
- garantir que uma percentagem pré definida do investimento do lucro das empresas teria como prioridade o aumento de salários/prémios para além da formação dos trabalhadores.
Temos que dar armas aos cidadãos para aumentar a produtividade, criar riqueza e, com isso, melhorar salários e qualidade de vida.
O Estado pode servir de rampa de lançamento para criar uma dinâmica de produtividade que torne o País mais auto-suficiente e cada vez menos dependente de subsídios da União Europeia e do próprio Estado. Mas para isso tem de dar o primeiro passo no sentido da proatividade e não da subsídio-dependência. É um trabalho moroso, mas que já devia ter sido feito, e que pode dar frutos num futuro que já devia ser o presente.
Por um Portugal maior