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Demissão da Direção Executiva do SNS

Para: Todos os Portugueses que querem um SNS

Não é aceitável que após quase dois anos de Direção Executiva do SNS e com o dobro do financiamento o SNS esteja num caminho de destruição e abandono. Afinal os estatutos foram o parente pobre da desculpa que está por detrás da incompetência daquela equipa. Os resultados do SNS são muito negativos, veja-se:

1) Este ano, por decisão da Direção Executiva, a vacinação gripe/covid passou em grande parte para responsabilidade das farmácias. Empiricamente a ideia até parecia adequada, pese embora tudo foi mal planeado, desde a divulgação à população com um vídeo miserável que não motivava ninguém, à falta de articulação com os profissionais de saúde; à não auscultação das entidades do ministério da saúde que já tinham muita experiência nesta dimensão, etc. Consequência grave é que Portugal não conseguiu atingir a imunidade de grupo e vemos notícias que a mortalidade aumenta. Não é aceitável.

2) As prometidas ULS que vêm resolver mais uma vez tudo, por causa da tal teoria da maior integração de cuidados hospitalares e cuidados de saúde primários. Não deixa de ser verdade na sua reforma mas está longe de ser verdade. Aliás o estudo da Entidade Reguladora da Saúde referia isso mesmo, mas a decisão segundo Fernando Araújo à comunicação social tem por base uma tese de mestrado. Não se prepara a maior reforma do SNS em 3 ou 4 meses, é impossível. Extinguir com as ARS, sem acautelar as devidas transferências de competências e das suas pessoas é imperdoável. Os hospitais e os centros de saúde, não participaram nesta reforma e até dizem que pouco ou nada falaram com eles sobre o que iria ser daqui para a frente.

3) O financiamento das ULS teve por base uns indicadores de caracterização da popualção que nem sequer foram devidamente analisados, testados e validados cientificamente. O que importa é fazer tudo rapidamente, em vez de se fazer bem para não lesar mais o SNS .

4) Os fechos dos serviços de urgência. No início havia um plano de rotatividade mas esse plano não foi cumprido. Os mapas muito bonitos e cheios de cores que pouco indicavam às pessoas, eram por vezes mentira porque afinal os serviços de urgência estavam fechados mas no papel estavam abertos. Ouvimos falar nas notícias que os diretores dos serviços de urgência não têm capacidade para atender tantos doentes, mas coitados destes que nem centros de saúde, nem hospitais têm. Afinal a primeira grande prova das ULS está a falhar uma vez que não se vê maior articulação entre hospitais e centros de saúde, não se vê nada de melhor e todos os dias vemos o SNS a degradar.

5) Deliberações sobre obstetrícia e pediatria publicadas no último dia do ano passado a dizerem ao país que afinal grávidas e crianças quando precisarem de ajuda vão ver a sua ajuda diminuída porque existem serviços de urgência novamente fechados e que vão selecionar a sua porta. E claro como deve ter existido muito planeamento tudo entra em ação no dia 1 de janeiro, que caso não se lembrem não é dia útil. Adicionalmente, deliberações destas não têm qualquer valor jurídico nem legal uma vez que nem são publicadas em Diário da República e que facilmente qualquer técnico as elimina do site. Talvez seja necessário o governo estar atento às equipas que nomeia, nem de saúde nem de regras jurídicas percebem.

Assim, parece que toda a gente encolhe os ombros e pacificamente no sofá vemos o SNS a ser destruídos por pessoas que não têm competência para tal. Vê-se a vergonha do outro jovem, Francisco Goiana da Silva, da Direção Executiva a falar dos pontos de vista. Pois acredito que do ponto de vista dele esteja tudo bem porque efetivamente além de não saber o que é trabalhar como médico no SNS, é ignorante nas funções que exerce. Talvez esteja na hora de devolver os 10k€ que ganha por mês. Mas o seu chefe, Fernando Araújo, deve compactuar com isto e, certamente não tem vergonha uma vez que se esconde-se atrás dos ecrãs e não vem dizer nem uma palavra ao país com pessoas a morrer e serviços de urgência fechados. Deixe de estar escondido e assuma o que anda a fazer, venha expor ao país. Anda lá todo entretido com o projeto da Póvoa de Varzim e Vila do Conde e veio dizer ao país que aquele modelo é fantástico. Pois o senhor esquece-se é que o país não tem médicos de família para todos e o projeto irá falhar a partir do momento que for experimentado p.e. em Lisboa. Nem urgências existem quanto mais.

Espero que esta mensagem chegue ao máximo de Portugueses, uma vez que independentemente da política, isto é um desígnio de Portugal e que deve ser defendido por todos nós. Não podemos permitir que um conjunto de pessoas, especialmente da Direção Executiva do SNS, que permanecem com uma postura de arrogantes, que não sabem planear, envolver os outros com respeito e privilegiar os pareceres das entidades técnicas, levem o SNS a um ponto sem retorno, sem profissionais e respetivamente sem instituições de saúde fortes e com pessoas motivadas e com garra de voltar a ter um SNS que todos nós defendemos.



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Esta petição foi criada em 11 janeiro 2024
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