Apuramento responsabilidade do tratamento saude das gémeas Luso-brasileiras
Para: Exmo. Sr. Presidente da Assembleia República
Venho por este meio pedir a Assembleia da República Portuguesa que seja apurada a responsabilidade de quem permitiu que fosse realizado o tratamento de 2 gémeas Luso-brasileiras, sem estarem registadas no SNS e terem acesso a consultas e respectivos tratamentos sem aguardar na lista espera.
Para que sejam responsabilizados todos os que nao se opuseram na ilegalidade desta corrupção ativa e/ou passiva.
Que sejam punidos com pena cadeia e/ou coima monetária, por terem lesado (dizer que foi o estado é pouco, quem está no estado defende o que está ao seu lado) todos os portugueses que trabalham, descontam para o estado e nao têm acesso aos normais serviços basicos saude, que esperam pelo seu dia de ter acesso a uma consulta de médico de familia, para ter acesso a uma consulta de especialidade, de ter marcação para exames, análises, tratamentos e por estar inscrito para bloco operatório, para ser eventualmente chamado um dia para cirurgia.
O acesso a saude e um direito que a todos assiste. Desejo muita saude as gémeas, já que os impostos que paguei permitiram espero a melhoria do seu estado de saude. Fico de coração cheio saber que salvamos duas almas.
Mas de igual modo, será justo de que igualmente quem precise destes cuidados e esteja em lista de espera que tenha acesso a eles, nao sendo prejudicado e adiado o seu tratamento por decisão superior sem justificação jurídica, clinica ou política.
A ordem partiu de uma pessoa, que se remete ao silêncio ou por esquecimento desse ato. Contudo para ter chegado aonde chegou, por muitas secretárias, computadores ou telemóveis passou muita informação.
Que todos sejam chamados a justiça não somente por estes crimes cometidos, mas por terem causado direta e indiretamente outros mais a inumeros cidadãos portugueses que por falta de acesso a cuidados de saude, vêem a sua existência de vida em perigo, por estes atos políticos.
Como se pode justificar salvar a vida de uns em detrimento de outros. Religiosamente, politicamente e judicialmente é quase impossível, somente e com excepções poderá ser feito clinicamente, mas sempre com todas as obrigações morais e legais a permitir tal ato.
Pela saude de todos.