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Selecionador nacional, corrija os erros ou demita-se!

Para: Fpa, Atrp, Selecionador Nacional de Trail

Selecionador nacional, corrija os erros ou demita-se!

O objetivo de uma qualquer seleção nacional é representar o nosso País e alcançar o melhor resultado possível em competição.
Para isso, é fundamental que os melhores atletas sejam selecionados e os critérios de integração sejam razoáveis, permitindo que atletas profissionais, semi-profissionais ou amadores possam dar seu contributo.
O que se passa com a seleção nacional de trail é um caso pragmático de má gestão desportiva e fundamentalismo ideológico, onde contar com os melhores não é uma prioridade...
O selecionador nacional e a direção técnica da ATRP decidiram criar os critérios de integração intransigentes e ditatoriais, com o período de restrição competitiva mais penalizador de todo o mundo, prejudicando a constituição da seleção e – com isso – o resultado potencial. Senão vejamos…
1. Os atletas são obrigados a participar no estágio da seleção, não sendo aceites razões de forma maior.
Foi precisamente o que aconteceu com o Hugo Gonçalves, campeão nacional de Trail Ultra Endurance. A data final do estágio apenas foi dada a conhecer aos atletas em Abril, após o Campeonato Nacional de Trail, o qual já tinha um compromisso familiar em França na data comunicada. Apesar da flexibilidade demonstrada para ir mais cedo e participar em parte estágio, o selecionador nacional decidiu “cortar” o atleta da convocatória. Isto porque considerou que um batismo em França já agendado, do qual é o padrinho, não é uma razão de forma maior… Pois, as razões de força maior não estão escritas e definidas de forma objetiva, sendo decididas ao livre arbítrio do selecionador e da direção técnica da ATRP. Ou seja, a exigência colocada aos atletas não é a mesma que o selecionador e a direção técnica da ATRP colocam a si próprios….
2. O período de restrição competitiva é o maior do mundo!
Os critérios definidos pelo selecionador nacional e pela direção técnica da ATRP estabelecem unilateralmente que os atletas selecionados não podem competir nos dois meses antes da prova, sendo apenas admissível a participação em provas de até 50 quilómetros até um mês e meio antes da prova. Ora, estas imposições unilaterais são as mais exigentes do mundo e são contrariadas pelos resultados de vários atletas - ainda no último mundial houve atletas que competiram uma semana antes da prova e alcançaram lugares de pódio. A própria calendarização da ATRP contraria este período de restrição competitiva: o CN Ultra trail (7 Jan 2023), o CN Trail Ultra Endurance (24 Fev) e o CN Trail (4 Abr) estão separados por bem menos de dois meses. Se tal não bastasse, apesar da ATRP e da FPA não pagarem aos atletas de trail qualquer verba, este fundamentalismo sobrepõe-se aos contratos de trabalho e compromissos contratuais dos atletas. Foi precisamente o que aconteceu com o Hélio Fumo, que tinha o compromisso contratual já assumido há meses para correr os 100K de Ístria, onde alcançou um fantástico 2º lugar. A prova entrava no período 7 dias no período de dois meses, mas apesar de ser uma questão laboral e de não ferir a competitividade do atleta, o selecionador nacional e a direção técnica da ATRP decidiram ser inflexíveis. Sem justificação técnica admissível e apesar do compromisso laboral, o que seria um caso de forma maior per si, não vamos ter o melhor atleta português em mundiais a competir por Portugal. injustificável….
Há também o caso do Miguel Arsénio, campeão nacional de trail ultra de 2022, que face ao seu calendário competitivo acordado com os patrocinadores não vai participar no mundial. Aliás, os critérios finais de integração apenas foram comunicados aos atletas quase em meados de Abril, sendo o período de restrição competitiva definido retroativamente ao dia 8 de abril…
Assim, de positivo da convocatória apenas há a salientar a presença de alguns jovens, que assim poderão ganhar experiência a nível internacional.
Conclusão: Corrijam os erros ou demitam-se!
Se é certo que os atletas selecionados vão dar o seu melhor, e merecem todo o nosso apoio, a verdade é que não vamos ter na Áustria a melhor seleção. E tudo por culpa do selecionador nacional e da direção técnica da ATRP, com a sua impreparação técnica e prepotência de exercício do poder. Por isso, o melhor que têm a fazer é corrigir o erro, para bem da modalidade, ou… demitir-se!



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Esta petição foi criada em 27 abril 2023
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