Redução da carga fiscal relacionada com o aumento salarial
Para: Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República,
Partilho aqui na integra o texto que publiquei na rede social profissional LinkedIn, em resposta à notícia publicada no dia 1 de abril de 2023, no site da Eco.sapo.pt.
“Gostaria de perguntar ao Sr. Primeiro Ministro, qual o esforço que faz a nível fiscal para ajudar as empresas a aumentarem os salários.
Também gostava de perguntar se a inflação é estritamente a nível particular, ou se também as empresas sentiram a inflação.
Já agora Sr. Primeiro Ministro, parece me um pedido imparcial, sendo que quem enche os bolsos com os aumento dos salários, não são os funcionários e sim o Estado.
Passei a tarde de hoje a rever salários, tabelas de IRS e a fazer simulações.
Convido o Sr. Primeiro Ministro a visitar me, com o intuito de me auxiliar no aumento que devo dar a cada funcionário, de forma a que ele saia satisfeito e a empresa não fique asfixiada no dia 20 de cada mês.
Enquanto portugueses, acho que devíamos fazer mais, não para exigir mais dos funcionários, ou das empresas, ambos são estritamente essenciais e precisam de saúde financeira, mas para agir contra quem nos deixa doentes.”
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Em suma, este é um assunto que nos envolve a todos e apesar de polémico, é inegável que a inflação atinge de igual forma trabalhadores e empresas, tal como é consensual que os impostos pagos atualmente são desmesurados e asfixiantes.
Num País, onde um aumento de 500€ a um ordenado base de 1000€, a um colaborador não casado e sem dependentes, se traduz num aumento de receita de cerca 339€ pagos em imposto ao Estado, não é de admirar que o nosso Governo apele ao aumento de salários.
Todas as empresas PME, que correspondem a 99.9% das empresas em Portugal, segundo o site da Prodata, apelam a uma redução da carga fiscal.
Urge reduzir a TSU que é aplicada às empresas de forma a que seja possível refletir esta redução de impostos num aumento salarial do trabalhador. Ao mesmo tempo é impreterível rever os escalões de IRS de forma a que os aumentos que estamos dispostos a fazer não impliquem uma subida de escalão no IRS, que na maioria dos casos se traduz numa redução do rendimento atual.
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Actualização #1 Encerramento
Criado em 26 de junho de 2023
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