Pela comparticipação das Organizações Sociais pelo Ministério da Saúde
Para: Presidente da Republica, Assembleia da Republica e Governo
A Associação Nacional de Gerontologia Social reivindica o estreitamento da relação entre as
organizações Sociais e o Sistema Nacional de Saúde para as respostas sociais séniores.
No entender de Ricardo Pocinho, Presidente da ANGES, as Organizações Sociais enfrentam inúmeros dificuldades, desafios e obstáculos relativos ao acesso e partilha de informação com os serviços de saúde. Num questionário efetuado a diretores de serviços, diretores técnicos, coordenadores e dirigentes de entidades privadas com e sem fins lucrativos foi possível verificar que 78% dos participantes detêm utentes com necessidades de cuidados de saúde 24h horas por dia.
No entanto, apenas 11% afirma dispor de um profissional de saúde afeto. Os participantes afirmam que as maiores necessidades e fragilidades sentidas são:
1.Ausência de acordos de cooperação não contemplam profissionais de saúde em SAD para acordo para 30 utentes e ERPIs;
2.Ausência de comparticipação da suplementação por parte do estado, tal como acontece com os fármacos;
3.Ausência de médicos de família dos utentes em ERPI, " obriga" a que os utentes tenham de ser transferir os utentes para os serviços de urgência;
4.Ausência de profissionais de saúde que assegurem os cuidados 24h, pelo que as tarefas de enfermagem ficam afetas ás auxiliares de ação direta e auxiliares de serviços gerais com pouca formação e conhecimentos para atuar em caso de emergência;
5.Baixos recursos económicos dos utentes, para pagar cuidados de saúde no domicílio;
6.Demora no tempo de acesso dos utentes aos exames complementares de diagnostico e a consultas de especialidade;
7.Dificuldade de articulação com os cuidados de saúde primários bem como hospitais;
8.Dificuldade em encontrar transporte especializado para permitir o acesso a tratamentos e exames de diagnóstico dos utentes;
9.Dificuldade no transporte de utentes acamados, devido aos elevados custos;
10.Falta de médicos e enfermeiros que se possam deslocar às instituições;
para tratar feridas e fazer pensos, pois estes ficam ao custo do utente e é demasiado dispendioso;
11. Falta de recursos humanos especializados na área de saúde como fisioterapeutas, psicólogos para apoio aos utentes, mas também aos seus cuidadores, que não obrigatórios em termos legislativos, mas
fundamentais para o bem-estar organizacional;
12.Materiais e equipamentos muito caros;
13.Médicos que não trabalham em Centro de Saúde sem capacidade para prescrever exames/análises comparticipados pelo SNS;
14.Salários baixos previstos em Convenção Coletiva não atrai profissionais de Enfermagem para o sector privado, pelo que optam pelo setor publico ou empresarial do estado.
Neste sentido, a ANGES vem por este meio solicitar a sua colaboração no preenchimento da seguinte PETIÇÃO PUBLICA para reivindicação de maior apoio financeiro e revisão dos acordos de cooperação nas repostas sociais séniores de modo a
i) aumentar a contratualização de profissionais de saúde especializados de forma a aumentar o espetro de cuidados a 24h;
ii) aumentar a formação especifica;
ii) melhorar o acesso a exames complementares de diagnóstico e prescrições médicas;
iv) melhorar a articulação com os cuidados de saúde primários e hospitalar;
e v) revisão da Convenção Coletiva de modo a tornar as tabelas salariais mais atrativas para os profissionais de saúde se manterem nas entidades privadas com e sem fins lucrativos.
Estas são condições fundamentais que irão permitir um cuidado mais humanizado, melhorando a qualidade dos cuidados de saúde, evitando desta forma a sobrecarga do Sistema Nacional de Saúde e da Segurança Social.
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Assinaram a petição
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