Pedido de consentimento para a prática de procedimentos médicos invasivos e irrelevantes em pacientes em quase ou recém falecidos afim dos estudantes ganharem experiência
Para: Presidente do Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médica da Ordem dos Médicos
Os estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, neste ato representando todos os cidadãos portugueses que subscrevem em anexo o teor desta missiva, vêm demandar ao
Exmo Sr. Presidente do Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médica da Ordem dos Médicos, a elaboração de um documento oficial requerendo o seguinte:
Consentimento informado em relação à prática de procedimentos em doentes por parte de estudantes de medicina em situações críticas quando se pensa que já não há nada a fazer para salvar a vida do paciente ou em recém falecidos, procedimentos estes invasivos e desnecessários.
A comunidade médica depara-se com um problema ético, em que, de um modo geral, os estudantes de saude, no intuito de aprimorar as suas técnicas, põem o seu conhecimento em prática ao realizá-las em doentes prestes a falecer ou falecidos recentemente, estes procedimentos não tem como objetivo salvar a vida do paciente nem beneficiar o mesmo, são invasivos e não necessários, utilizando assim o ser humano, neste caso o paciente, como um meio para atingir um fim, violando assim os seus direitos humanos, o que é eticamente e legalmente inaceitável. O problema reside no facto de não haver conhecimento por parte das pessoas envolvidas nestes episódios, tais como o indivíduo e/ou os seus familiares, do que está realmente a acontecer, não havendo consentimento dos mesmos, constituindo desta forma um problema não só ético como também legal, privando o utente de consentimento informado. Nestas situações a proficiência e a informação á priori são especialmente importantes ao treinar futuros médicos e introduzindo-os a novos procedimentos devido ao elevado risco. No entanto, destas experiências resultam uma maior eficiência no treino médico e na sua competência e simultaneamente não causando danos a pacientes vivos. De qualquer forma, não deixa de levantar numerosas considerações éticas e legais, comprometendo a relação médico-paciente. Desta forma, solicitamos um documento oficial onde estariam descritos todos os procedimentos médicos que poderiam vir a ser aplicados, bem com os riscos que cada um destes acarreta, nos indivíduos que se encontrassem na situação descrita, garantindo assim que estes eventos nunca ocorressem sem o consentimento da pessoa ou dos seus tutores legais em menores de 18 anos ou em qualquer indivíduo incapacitado de consentir por si. Esta declaração de consentimento poderia ser revogada a qualquer altura da vida da pessoa de acordo com a sua vontade.
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Actualização #1 Encerramento
Criado em 28 de novembro de 2022
Vou fazer outra atualizada