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Transladação do corpo de António Feliciano de Castilho do Cemitério dos Prazeres, em campa da CML, para a Sala do Capítulo, no Mosteiro dos Jerónimos.

Para: Público em geral.

História não tem sido meiga com António Feliciano de Castilho. Ao contrário de Almeida Garrett e Alexandre Herculano, que com ele representam os três patriarcas do Romantismo1 em Portugal, o seu corpo nunca foi trasladado para a Sala do Capítulo no Mosteiro dos Jerónimos, antecâmara do Panteão Nacional para alguns dos poetas e literatos portugueses, mas não para Castilho, que desde 1875 repousa em paz no jazigo n.º 1858 do Cemitério dos Prazeres em Lisboa.

António Feliciano de Castilho, fidalgo da Casa Real, por sucessão a seus maiores, cavaleiro da antiga Ordem da Torre e Espada; oficial da imperial Ordem da Rosa do Brasil, bacharel formado em Cânones pela Universidade de Coimbra, comissário geral de instrução primária pelo método português, que ele criou; sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, membro do Real Conservatório, vogal do Conselho de Instrução Pública e do antigo conselho dramático; sócio da Sociedade Jurídica de Lisboa, e da Literária Portuense, do Instituto Histórico de Paris, da Academia das Ciências e Belas Letras de Ruão, da dos Ardentes de Viterbo, da Academia de História de Madrid, e da Arcádia Romana, com o nome de Memnide Eginense, escritor e poeta.

Antonio Feliciano de Castilho (1800-1875), nasceu em 1800, em Lisboa, filho do médico José Feliciano de Castilho e da tradicionalista, devota e monárquica Domitília Máxima da Silva. Aos seis anos, vítima de sarampo, fica irremediavelmente cego. Em sua educação primária, frequenta a Real Escola Literária do Bairro Alto e o Mosteiro de Jesus, aprofundando seus estudos de latim, retórica e filosofia. É de sua adolescência, sob a vista de António Ribeiro dos Santos e de Agostinho de Macedo, que datam os primeiros escritos poéticos. Licenciou-se em Cânones em Coimbra, casou-se e viveu um tempo na Ilha da Madeira e nos Açores, onde dirigiu um colégio, em que estudou Antero de Quental, principal representante realista da polêmica denominada Questão Coimbrã, na qual Castilho envolveu-se posteriormente em defesa do romantismo. Morre em 1875 em sua terra natal, deixando extensa bibliografia.



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