Pedido de anulação da colocação de parquímetros na localidade da Malveira
Para: Câmara Municipal de Mafra / União de Freguesias de Malveira e São Miguel de Alcainça
Vimos por este meio mostrar total repúdio pela colocação de parquímetros na localidade da Malveira, deixando abaixo várias considerações para esta decisão ser anulada/revertida:
a) os parquímetros serão colocados em zonas de comércio local, já por si, enfraquecidas (por falta de público e opções), sendo esta uma nova limitação ao seu desenvolvimento;
b) as obras de requalificação importantes para o desenvolvimento da freguesia limitaram o estacionamento e acesso cargas/descargas ao comércio no entanto compreendendo que esta evolução é necessária, tem se mostrado suficiente para as necessidades da população;
c) pretende-se que esta zona seja de acesso geral a todos os residentes, mas não existindo transportes públicos na mesma sequer, esta decisão é incompreensível. Numa qualquer localidade, o parquímetro surge quando os lugares de estacionamento são inferiores ao movimento diário de veículos e quando existem soluções de transporte válidas. Aqui nenhuma delas ocorre.
d) as zonas limítrofes que não tenham parquímetros passarão a ser afetadas, destacando a zona das escolas que terá fluxo de carros que ali não pertencem aos colaboradores e pais das crianças criando dificuldades acrescidas e mais estacionamento em segunda fila;
e) É incompreensível que precisamente no dia de maior tráfego da localidade (as quintas-feiras, na feira semanal) é que seja invalidado o parquímetro quando é precisamente nesse dia que se dirigem muitos mais veículos para este espaço vindos do exterior. Assume-se por isso que esta decisão é apenas para prejudicar os cidadãos que aqui residem e os seus comerciantes;
f) não se percebe qual a estratégia de limitar o parquímetro a 2h, nem na cidade de Lisboa (nas zonas a vermelho) ocorre;
g) usar parquímetro ao sábado de manhã é outra ação incompreensível face à inexistência de atividades extraordinárias (e.g. mercado, praça, feiras) nessa faixa horária.
Estamos a crer que esta ação é apenas um interesse de algo que desconhecemos e o iniciar de uma caça à multa que não precisamos. Os cidadãos que aqui residem têm o IMI mais alto do pais, têm as portagens mais caras do país (rácio km / valor a pagar, na A8 e na A21) e por isso esta é mais uma machadada para afastar os cidadãos da localidade e continuar a verificar-se o desaparecimento do tecido empresarial quando deveria ser o oposto.
Esta ação será o início de várias com as quais não concordamos para a localidade e que por isso esperamos que sirva para obter um maior envolvimento, num futuro próximo, da comunidade neste tipo de decisões realizados pelas entidades a quem prestámos o nosso voto.