Consulta publica à população sobre o projeto de requalificação do Monte Crasto de Anadia
Para: Exmo. Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Anadia
Nós abaixo assinados, ao abrigo da Lei n.º 43/90, de 10 de agosto - Direito de Petição- vimos por este meio expressar o nosso descontentamento pela obra de requalificação prevista para o Monte Crasto, pela Câmara Municipal de Anadia (CMA), sem prévia discussão ou sequer apresentação pública do plano de requalificação previsto para este espaço, consideramos a medida arbitrária e autoritária. Vimos assim exercer o nosso direito de interpelação a representantes eleitos, oferecendo à CMA uma oportunidade de esclarecer os contornos pouco claros que as suas decisões pretendem assumir. Assim, considerando que não foram disponibilizados aos munícipes os planos pormenorizados da referida requalificação e tendo em vista a reparação de um ato que consideramos de lesa-cidade, vimos exigir que as seguintes medidas sejam tomadas com caráter de urgência; Com plena consciência da degradação que se verifica no espaço público do Monte Crasto, nomeadamente no cemitério, o aumento de espécies invasoras, e todas as intervenções já feitas sem qualquer tipo de análise especializada e mesmo com o desrespeito por pareceres de entidades idóneas, a Direção da Associação Horizonte Silvestre, considera do maior interesse debater com a edilidade soluções construtivas para os problemas que afetam aquele espaço, peticionando:- Marcação de uma sessão da Assembleia Municipal de Anadia aberta ao público na qual seja explicada a lógica das propostas tomadas e partilhados os planos para o local;- Interrupção imediata de quaisquer diligências iniciadas e garantia de que não serão retomadas até que o plano das mesmas tenha sido amplamente discutido em sessão pública;- Clarificação do processo de análise de proteção do património arqueológico já classificado e outros de interesse natural; Acreditamos que a CMA estará à altura do privilégio que é gerir uma cidade que conta o Monte Crasto como uma mais-valia. Por isso, confiamos também que recuará na apressada decisão de destruir um dos seus ex-libris,
colocando-o de imediato à apreciação dos seus legítimos donos: todos nós!