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NÃO À DESTRUIÇÃO DO PATRIMÓNIO HISTÓRICO DE LISBOA VAMOS SALVAR OS MUROS DOS JARDINS DO PALÁCIO DE STA. GERTRUDES (JUNTO À GULBENKIAN)

Para: Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa

Em 18 de Janeiro de 2021 foi celebrado um Protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa, a Fundação Eugénio de Almeida e a Fundação Calouste Gulbenkian, com o objectivo de proceder ao alinhamento, destruindo os muros do Jardim do Parque de Santa Gertrudes, do ultimo prédio da Av. Duque de Ávila e o prédio seguinte ao Palácio na Rua Marquês de Fronteira, alargando o passeio actualmente existente com a consequente destruição do muro amuralhado que circunda este jardim. Ficou também prevista a criação de um novo acesso para a futura entrada do Museu de Arte Contemporânea que se fará através do jardim do palácio e pelo lado da Rua Marquês da Fronteira.

O primitivo Palácio, de origem setecentista, foi edificado pelo influente Fernando Larre, Provedor dos Armazéns da Índia, daí ser chamado Quinta do Provedor, sendo mais tarde adquirido pela família Eugénio de Almeida, futuros Condes de Vilalva.

Já o actual Palácio de Santa Gertrudes, da autoria do insigne Arquitecto Giuseppe Cinatti e datado de 1860, constitui no seu conjunto um dos mais relevantes exemplares da Lisboa Romântica. Para além do edifício aí existente, (inicialmente umas imponentes Cavalariças que em meados do século passado e no seguimento da venda do Palácio Vilalva ao Estado, foram adaptadas para residência da família dos respectivos titulares), integram o espaço um magnífico Jardim, que é uma fracção do primitivo Parque de Santa Gertrudes (hoje Jardim Gulbenkian), e uma exótica e extraordinária cintura amuralhada, coroada de ameias e balizada por guaritas. A entrada para a casa, defronte da fachada de tardoz do antigo Palácio, é feita através de um portão que se encontra ao centro de uma “meia-laranja“ com as características atrás descritas, assumindo-se como um dos mais emblemáticos recantos, não só das Avenidas Novas mas também de toda a Lisboa oitocentista.

A ser concretizado, o projectado desmantelamento deste excepcional conjunto arquitectónico da sua feição original, este constituirá um enorme atentado ao Património edificado de Lisboa!

Não obstante, estamos plenamente de acordo com a abertura de mais este espaço desconhecido a toda a população lisboeta, abrindo os seus portões durante o dia e encerra-los à noite, tal como os do jardim contiguo, garantindo a segurança e a sua higiene, transformando-o numa extensão do magnífico Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, um verdadeiro ex-líbris da cidade.

Porque não podemos permitir a destruição do nosso Património, solicitamos o apoio de todos a esta petição para ser amplamente discutida na Assembleia Municipal de Lisboa.

‹‹ Uma Cidade sem Património histórico é uma Cidade sem Alma ››


Pedro Mascarenhas Cassiano Neves
Historiador do Património de Lisboa

Pedro Bandeira Duarte
Vogal da Assembleia de Freguesia das Avenidas Novas

António Maria de Mello
Presidente da Associação Portuguesa das Casas Antigas – Históricas



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