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Queremos Escolas Seguras para crianças e jovens com Alergias Alimentares

Para: Exmo. Senhor Primeiro-Ministro, Ministro da Educação, Ministra da Saúde

Sou mãe, de uma criança de 10 anos que sofre de uma Alergia Alimentar muito Grave aos ovos. O meu filho não pode comer, tocar ou inalar nada que possa conter ovo ou vestígios de ovo, caso contrário tem uma reação grave, que se chama anafilaxia. Uma reação que, para quem não sabe identificar, prevenir e atuar imediatamente, pode levar em segundos, o meu filho á morte.
Fora isso, o meu filho é uma criança igual a tantas outras, que gosta de jogar à bola, brincar com os colegas, é um menino que adora ir à escola e adora aprender.
Ao longo destes 10 anos de vida do meu filho, tudo fizemos para que o nosso se sentisse incluído em todas as atividades realizadas na escola. Nomeadamente uma bem simples, que se trata da alimentação, um ato tão essencial á vida e que parece simples, mas para uma criança com alergia alimentar não é. As escolas e quem nelas trabalha não estão preparadas para receber e incluir com segurança as crianças com alergias alimentares graves. As pessoas precisam de estar informadas, precisam de formação nesta área, os refeitórios, as empresas de refeição e tudo o que envolve a realidade destas crianças.
A alergia alimentar todos os anos faz vitimas, em Portugal muitas delas são crianças, é uma doença cada vez mais frequente, aparece em qualquer idade e com qualquer alimento! Não podemos deixar que isto aconteça. Temos de prevenir, temos de formar e informar toda a comunidade escolar, os docentes e não docentes, os alunos, os funcionários dos refeitórios. Quanto mais se falar em Alergia Alimentar mais seguros estarão os Alérgicos.
Ora se uma escola inclusiva é uma escola comum, que acolhe todos os tipos de alunos, independente das suas diferenças, necessidades ou limitações, a única coisa que quero para o meu filho é que ele possa frequentar o ensino de forma segura.

O que precisamos para ter uma escola segura e inclusiva para as crianças com alergias alimentares:

1- Formações obrigatórias e gratuitas, para todos os envolvidos na comunidade escolar(docentes, não docentes, alunos, funcionários de refeitórios), as pessoas têm de o direito de estar informadas para saber agir em conformidade e em prol da segurança das crianças e jovens com alergias alimentares. As pessoas têm medo de agir, por não estarem devidamente informadas.

2- Refeições seguras e diversificadas para as crianças e jovens com alergias alimentares.

3- Pessoas com formação nas cozinhas, desde o chefe de cozinha, até aos ajudantes de cozinha, tem de ter conhecimento sobre os alergénios e a formas de evitar a contaminação cruzada, mas para isso as cozinhas das escolas, também têm de ter todos os recursos materiais, físicos ou humanos para que isso aconteça com sucesso.

4- Ações de sensibilização/palestras sobre alergia alimentar, sobre diferentes estilos de alimentação junto dos alunos, para evitar situações de Bullying Alimentar. As dietas diferentes, por questões de doença ou opção de vida pessoal, merecem respeito. As nossas crianças não nascem com preconceitos, elas aprendem. Nós, pais, escolas, professores, auxiliares, colegas, somos os grandes responsáveis por essa aprendizagem.

5- Realização de simulacros de situações de reações alérgicas, acreditamos que só treinando uma situação supostamente real, a escola e toda a comunidade poderá estar preparada para agir e compreender as falhas, com o intuito de melhorar o plano de ação.

6- Canetas de adrenalina nas escolas, para além das que os alunos já possuem. A adrenalina é um salva-vidas, deve estar ao alcance como qualquer medicamento de primeiros socorros. As canetas de adrenalina devem estar espalhadas pelos recintos escolares, devidamente protegidas para não existir danos, e com instruções claras de administração.

7- Apoio Psicológico nas escolas, se necessário, para ajudar as nossas crianças a viver e lidar com a sua alergia em sociedade.

8- Prioridade nas matrículas para os nossos filhos, que possuem uma necessidade especifica de saúde. No contexto familiar, é importante que as crianças com alergias alimentares, estejam numa escola perto da sua casa, ou local de trabalho dos pais, ou avós, para que estes os possam auxiliar em termos da sua alimentação, ou até mesmo em caso de uma reação alérgica de forma rápida.

9- Pais/encarregados de educação ou cuidadores em parceria com as escolas, envolvidos no processo de inclusão das crianças e jovens com alergias alimentares nas escolas.

10- Queremos que os nossos filhos sejam crianças felizes, que possam brincar, aprender e participar em todas as atividades realizadas na comunidade escolar, mas com segurança.



Em 2019 com o Despacho n.º 8297-B/2019, foi Criado um Grupo de Trabalho das Alergias Alimentares das Escola, com a missão de propor um regulamento que crie os mecanismos que garantam a inclusão das crianças e jovens com alergias alimentares, nos termos do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho.
Por sua vez esse Grupo de Trabalho teria que elaborar e apresentar às tutelas, até ao dia 31 de dezembro de 2019, a proposta de um regulamento.

Neste momento, estamos em 2021, e ainda não existe qualquer regulamentação, fruto desse grupo de trabalho. Questiono-me porquê? A única coisa que pretendemos é uma resposta, uma vez que a mesma foi prometida para 2019. As nossas crianças não podem esperar mais.

Cláudia Sofia Silva Vieira
Mãe de Alérgico
Cartão Cidadão nr: 12163108


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