Petição para acção de formação para funcionários do Ministério Público tomarem conhecimento da existência de agendas digitais em telemóvel e computador
Para: pessoas
O Ministério Público desconhece que a tecnologia trouxe há já muitos anos, agendas digitais que substituem as anteriores agendas de papel. Actualmente, qualquer pessoa usa o computador, o portátil, ou até o smartphone, e aplicações geralmente gratuitas e que são instaladas por defeito nestes dispositivos, que têm uma capacidade e facilidades muito maiores em relação às agendas em papel, que actualmente poucos usam e ainda assim, para fins muito específicos.
O Ministério Público não tem culpa. Os procuradores e os investigadores nem telemóveis devem ter, e se os têm, se calham de já terem visto um computador pessoal ou um portátil, exige-se que lhes seja dada formação, pois decerto nem sabem do que podem ser capazes!
Já nem se exige que seja para os poderem 'operar', mas pelo menos para terem uma mínima noção das suas capacidades.
Vamos todos EXIGIR que sejam ministradas acções de formação aos colaboradores do Ministério Público que têm sobre os seus ombros a pesada tarefa de exercer a acção penal orientado pelo princípio da legalidade, defendendo-nos a todos, 'cidadãos de bem', das práticas dos menos escrupulosos. E como se vê, fazem-no absolutamente sem recursos e sem conhecimento.
Passo a descrever um exemplo da impreparação a que estes profissionais são votados, uma vez que lhes são negados os mais elementares recursos e conhecimento:
A Polícia Judiciária (PJ) fez buscas na Inland, uma empresa de Luís Filipe Vieira (LFV) implicada em negócio com suspeitas de burla, que lesou o BPN, mais tarde todos nós – contribuintes.
A PJ encontrou os documentos que serviriam de prova do envolvimento de LFV, na Inland, nas instalações da empresa, no próprio gabinete de LFV, dentro de uma pasta com vários documentos.
Durante 11 anos o Ministério Público nunca conseguiu (quis) a propósito deste caso, ouvir LFV.
A suspeita passava pelo facto de LFV ter usado dinheiro do BPN para pagar uma dívida que contraiu junto do próprio BPN!!!
Como referi, a PJ fez buscas.
- LFV é dono da Inland
- LFV é o accionista maioritário
- LFV é o presidente da empresa
- LFV é o responsável financeiro
Os documentos que provam o envolvimento na burla foram encontrados pela PJ numa pasta,
- Dentro do Gabinete de LFV,
- Que por sua vez é dentro das instalações da Inland.
Mas …
O MP não conseguiu concluir que o escritório de LFV fosse de uso quotidiano de LFV!!! Porquê? Porque não encontrou uma agenda no escritório!!!
Faltou uma ‘agenda de papel’ para dar segurança ao MP para concluir que ...
o gabinete de LFV ...
dentro da empresa de que LFV era dono, administrador e responsável …
é de LFV !!!!!!!!
Certo que nesta 3ª década do século XXI, com agendas digitais em qualquer smartphone, com o nosso APOIO, para a próxima, titulados do ‘expertise exclusivo’ conferido por avançadas ACÇÕES DE FORMAÇÃO sobre agendas digitais, o Ministério Público já não se sentirá tão INSEGURO e poderá futuramente zelar pela legalidade e combater a corrupção.