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Pela criação do Silo subterrâneo na Parada do Alto de São João e pelo reordenamento da Avenida Afonso III de forma a rentabilizar o maior número de lugares de estacionamento para os moradores”.

Para: Exmos Senhores Presidente da Camara Municipal de Lisboa Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa

Petição Grupo Moradores de São João

Exmos Senhores
Presidente da Camara Municipal de Lisboa
Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa

Petição “Pela criação do Silo subterrâneo na Parada do Alto de São João e pelo reordenamento da Avenida Afonso III de forma a rentabilizar o maior número de lugares de estacionamento para os moradores”.

Obras na Parada do Alto s. João e Av. Afonso III retiram mais de 100 lugares de estacionamento
Vai ser o caos para os moradores com carro. Tanto a Parada do Alto S. João como a Av. Afonso III vão ser alvo de obras até às eleições autárquicas, previstas durar 150 dias de puro sofrimento para os moradores que, no final, acabarão por perder mais de 100 lugares de estacionamento. Não contando com os 109 lugares perdidos, na Rua Sousa Viterbo, no Bairro Lopes, com o reordenamento que passou o estacionamento de espinha para longitudinal, com a obra feita pela Junta de Freguesia da Penha França, paga pela CML, com contrato de delegação de competências.


1. Identificação de Problemas e dificuldades no estacionamento

É com enorme preocupação que os moradores da zona do Alto de São João, Avenida Afonso III, todas as ruas do Bairro Lopes e ruas adjacentes, rua Cruzado Osberno, Rua Forte Santa Apolónia, Calçada das Lajes, Rua Nelson de Barros, Estrada de Chelas, Rua Gualdim Pais, Calçada Cruz da Pedra e Rua da Madre de Deus, receberam a noticia da requalificação da Parada do Alto de São João e requalificação da Avenida Afonso III, sem que seja mencionada a construção do silo subterrâneo automóvel na Parada do Alto São João, tanto para os moradores, como para os cidadãos que necessitem de utilizar o Cemitério do Alto de São João, o maior cemitério dentro da cidade, em toda a Europa, e ainda a requalifcaçao da Avenida Afonso III com redução para uma faixa de Ciculação.

Ficamos muito preocupados com a afirmação da Sra Presidente de Junta que refere que “... os estudos realizados pela EMEL concluíram que não era financeiramente rentável (O SILO) dado o enorme custo da obra” ... Ofício n.o 263/DAG/JFPF/2021. Acrescentamos que pedimos o relatório da consulta publica, à EMEL, e esse não nos foi facultado, por outro lado, ainda, a Sra Presidente afirma que “recebemos da EMEL a indicação de que o estudo sobre as necessidades de estacionamento na cidade de Lisboa não está disponível publicamente “ (Ofício n.o 4/DAG/JFPF/2021.).
Os parques que a Sra Presidente de Junta refere terem sido feitos, na revista a Junta de Abril, têm vários problemas: são efémeros (Parque na Mouzinho Albuquerque, Parque Rua António Gonçalves) cujos terrenos estão destinados a futuros programas de renda acessível. Todos os parques de estacionamento, para além de não estafrem construídos, à actual data, são em zonas que estão a cerca de 1,5 Kms de distância, com um declive muito acentuado, com + de 20mn de caminho, para ambos os lados. Todas os restantes reordenamentos, feitos na zona de São João, reflectem uma diminuição no número de lugares, ao passarem de estacionamento em espinha para longitudinal: Ex: Rua Sousa Viterbo, Rua Forte Santa Apolónia, Rua José Sobral Cid.
Outra preocupação reside no facto de que as zonas da consulta publica de Setembro de 2020, conforme mapas, reflectem um aumento no tamanho das zonas, pela junção de zonas, mas não reflectem um aumento no número de lugares de estacionamento.https://www.emel.pt/fotos/editor2/penhadefranca.pdf .

2. Problemas e Soluções a implementar na Parada do Alto de São João
Uma vez que a construção do SILO subterrâneo na Parada do Alto de São João foi novamente referido no Programa “Uma praça em cada Bairro”, e foi, desde sempre prometido e defendido pelos vários executivos que foram passando pela Junta, desde a altura do Programa “Amar Lisboa” incluindo a Sra Presidente de Junta, Sofia Dias, vimos solicitar que este seja construído, para a população residente e população que frequenta/ trabalha na zona de São João, tal como a população que necessita de ir ao Cemitério do Alto de São João, por razões pessoais e que ficam também privadas de estacionar.
Prova da referência do SILO subterrâneo:
https://www.lisboa.pt/cidade/urbanismo/espaco-publico/uma-praca-em-cada-bairro/detalhe/parada-do-alto-de-sao-joao?fbclid=IwAR3gYXL3e8Ijoi5P3U_j7ylsCzT44Ld7oR5_ZPDUFibScU0amNBpPEVUqUE


A esta prova, certamente, mais se juntarão. Uma promessa eleitoral, com grande impacto para a população, não pode ser retirada, sem mais nem menos, das agendas politicas.






2.1 Problema. Situação actual na Parada do Alto de São João
(Foto1: entregue na CML e AML)
2.2 Solução. A implementação do SILO subterrâneo na Parada do Alto de São João
Hoje existem na Parada 103 lugares regulamentares. Na rua circular, em redor, estacionam mais 236 viaturas. Total de lugares: 339. Depois da obra haverá apenas 233 lugares (menos 106!).

A perca dos 106 lugares, com as obras na Parada, só se resolverá com a construção de um silo subterrâneo.

Esse silo necessitaria de 2 caves sob exactamente a mesma área ocupada de estacionamento, actualmente, à superfície, mantendo as arvores adultas à superfície.

Esta solução é substancialmente mais barata que o silo no lote entre a rua curvilínea da Parada e via de acesso à rotunda da Avª Mouzinho de Albuquerque (ver projecto abaixo):

(Foto2: entregue na CML e AML)

[Legenda: Proposta do Eng Antonio Gonçalves]




A outra solução de implementação do silo passaria por utilizar o terreno vago, existente entre a rua curvilínea da parada e a rua que liga à rotunda da Av Mouzinho de Albuquerque, conforme estudo enviado para a AML (na nossa petição 15/2020) com capacidade para o parquear 250 viaturas.
3. Problemas e Soluções a implementar na Avenida Afonso III

3.1 Problema. Obra aprovada para a Avenida Afonso III

(Legenda: Obra da Junta, noticiado na Revista de Abril)
(Foto3: entregue na CML e AML)

A Av. Afonso III vai passar a ter uma só via de circulação, como se observa, no mapa acima, em ambos os sentidos, ao longo de 1/3 da sua extensão.

Quanto à reorganização do estacionamento nesta avenida, existem, atualmente na Av. Afonso III, 100 lugares legais entre o troço do entroncamento com a Parada do Alto de São João até ao portão do Cemitério dos Judeus.

Observando as plantas do projeto de obra contam-se 124 lugares legais (apenas mais 24 do que o nº atual), pelo que não se percebe como espera a Junta da Penha de França alcançar os 40 lugares adicionais anunciados na sua revista mensal (Abril), onde anuncia 140 lugares (100+40).
Em suma, a Junta anuncia um ganho de 40 lugares de estacionamento na Afonso III, apesar de mal explicados, mas esquece-se de assumir que na Parada vai suprimir 106 lugares e já foram perdidos 109 lugares na Rua Sousa Viterbo.
Nota: Não contabilizamos os 68 carros, estacionados, em 2ª fila, por não terem qualquer alternativa, às 22h, todos os dias.
Preocupa-nos, ainda, o troço da Avenida Afonso III, entre o portão do Cemitério dos Judeus e o início da Rua Nelson de Barros, para o qual a Junta não apresenta qualquer solução, apesar do Grupo, ter solicitado que fosse legalizado o estacionamento, de ambos os lados da Avenida.
3.2 Soluções para a Avenida Afonso III
Tínhamos proposto, à Junta, uma pequena introdução ao projecto acima que passaria pela proposta abaixo, conforme imagem, onde se pretende ganhar 7 lugares longitudinais, na data de 10.04.2021.

(Legenda: Proposta Eng Tiago Leitão)
(Foto4: entregue na CML e AML)

No entanto, o problema de estacionamento afigura-se tão grave, que propomos uma alternativa mais arrojada:
Assim, para além da proposta acima apresentada e tendo em conta que as zonas de aproximação, paragem e arranque das paragens dos autocarros praticamente duplicou e que a distância que anteriormente seria de 15 metros, passou, no projeto de obra, para cerca de 25 metros.

Adicionado, o facto que partindo do princípio e acreditando no que a junta afirma serão criados 40 lugares faltarão 28 lugares (se contabilizarmos os veículos estacionados em 2ª fila, todas as noites, sem alternativas, que perfazem o número de 68 viaturas).

Temos ainda de ter em conta que cada lugar de estacionamento longitudinal, que ocupa 5 metros ao longo do passeio, se for transformado em estacionamento oblíquo que ocupa nestas condições 3,30 metros, ampliar-se-á os lugares de estacionamento em 51%.
Ou seja 5,00/3,30=1,51.

Para se conseguir parquear todas as viaturas ter-se-á de transformar a maioria dos estacionamentos longitudinais, do lado direito descendente, em estacionamento oblíquo a 45°.

Seria desejável que está solução fosse implementada entre a rua Sousa Viterbo e a rua David Lopes. O passeio do lado descendente da Avenida foi alargado excessivamente sem qualquer utilidade pois já tem largura muito satisfatória.

Mesmo que queiram, como o projecto prevê, plantar árvores neste troço nada impediria que e com o espaçamento que vier a ser definido, para plantar essas árvores, se avançasse o passeio em diagonal com a largura da caldeira das árvores com cerca de 80 cm para esta finalidade.

Sem esta alternativa ficarão cerca de 28 viaturas impedidas de estacionar.

Para simplificar a solução a adoptar seria ideal transformar o estacionamento do lado direito descendente todo na solução oblíqua a 45°.

Acredito que algumas destas viaturas virão da rua Sousa Viterbo, dada a falta de visão da Junta em não reverter o estacionamento desta rua o que evitaria a aumentar o estacionamento dessa rua em aproximadamente 33%.

3.3 Solução troço descendente da Av Afonso III até Rua Nelson de Barros

Para o troço entre a rua Nelson de Barroso e o portão do cemitério dos Judeus
(não mencionado no projecto de obra da Junta da Penha de França) propomos o seguinte:


(Legenda: Proposta Eng António Gonçalves)
(Foto5: entregue na CML e AML)


Resumo:
Acreditamos ainda que a EMEL não veio ajudar a ganhar lugares de estacionamento, numa zona essencialmente residencial, nem sequer existem estudos que o comprovem. Apesar de pedidos, pelo Grupo de Moradores de São João, nunca foram entregues ao mesmo. Em zonas de comércio, ainda poderá fazer algum sentido de forma a provocar maior rotatividade de viaturas, não é o caso da Zona de Sâo João, ex freguesia de São João, inserida na Penha de França.
Somos a favor da criação de parques e jardins verdes, aliás participamos no OP2021 com duas propostas para criação de parques verdes dentro do Forte de Santa Apolónia e terreno em frente à Igreja São Francisco de Assis e ainda colocação de arvores em passeios largos, da freguesia, onde existem bancos de jardim sem sombra. Foram três propostas apresentadas, pelo grupo : Nºs 228, 218, 251.
Mas, neste caso, não podemos ser a favor da entrada da EMEL, nem a favor da requalificação da Parada do Alto São João, com corte de arvores adultas, nem com a perda significativa de lugares que se irá dar, quer pela requalificação sem silo, como pela entrada da EMEL.
Assim, em São João, ex freguesia de São João, na Penha de França, essencialmente residencial, não vemos qualquer vantagem na entrada da EMEL, pois como já comprovamos, vamos perder mais 106 lugares, com a nova requalificação da Parada e Av Afonso III, preferimos que fique tudo como está, para que os moradores, não desistiam de viver nesta zona da freguesia que tem sido totalmente esquecida e abandonada pela Junta de Freguesia actual e para que todos possamos ter uma melhor qualidade de vida, no momento de ter de sair e especialmente, no momento de chegar a casa. Não podemos esquecer os agregados com filhos, as pessoas idosas, com problemas motores ou outros problemas de saúde. Os parques de estacionamento “feitos” (ou melhor, nem sequer estão feitos) pelo executivo da Junta estão demasiado longe das zonas que referimos acima como ruas que vão ser altamente afectadas por estas alterações: entrada da emel, reordenamento da Av Afonso III e requalificação da Parada do Alto de São João.
Acreditamos nos modos de mobilidade suave, como solução para o futuro do planeta e, também, no conceito da Cidade dos 15mn, mas não podemos reduzir drasticamente o estacionamento aos moradores, que pagam os seus impostos de circulação, ficando, estes, privados de parquear as suas viaturas, o mais próximo das suas casas.
Não é aceitável que sejam feitas promessas que depois saem das agendas políticas, como se nunca tivessem existido. Pagamos demasiados impostos e temos direito a estacionar. O Silo subterrâneo da Parada do Alto de São João é uma promessa eleitoral não cumprida, até então.
Só com os carros bem parqueados é que os cidadãos podem, em consciência e de livre vontade, optar por outros meios de transporte, mas para isso, será necessário também desenvolver de forma extraordinária os meios de transporte, interligados entre si, pontuais e com trajectos actualizados às necessidades dos moradores, em vez de se aplicar esforços na redução de lugares de estacionamento.
Por todo o exposto, anteriormente, e soluções propostas, apresentamos esta petição “Pela criação do Silo subterrâneo na Parada do Alto de São João e pelo reordenamento da Avenida Afonso III de forma a rentabilizar o maior número de lugares de estacionamento para os moradores”. Caso não sejam aceites as nossas propostas de reordenamento e requalificação não podemos ser a favor das mesmas, nem podemos ser a favor da entrada da EMEL-


1ª Peticionária,
Sandra Campos
  1. Actualização #1 O que realmente foi prometido pela Junta

    Criado em segunda-feira, 19 de Abril de 2021

    "Confirmou a existência de um projeto de silo, mas que, independente de todas as causas que tenha levado à não construção do mesmo a sua manutenção seria sempre demasiado onerosa, na altura, e que só presentemente, dada a elevada procura e dado o projeto do Vale de Santo António é que será possível mantê- lo" Acta nº 29, 15ª sessão ordinária, de 30 julho 2017, mandato 2013-2017. Estará esquecida a Sra Presidente ao dizer agora, em 2021, que nunca prometeu o silo subterrâneo, na Parada do Alto de São João?




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