NÃO AO RECOLHER OBRIGATÓRIO NA MADEIRA | ABRIR CULTURA
Para: GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA
Exmo. Senhor Presidente do Governo Regional
Doutor Miguel Albuquerque
Dirijo-me a V. Exa. como cidadã/o preocupada/o com as gravosas consequências que o recolher obrigatório tem criado, especialmente à cultura da nossa região. Após ler novo adiamento na decisão desta situação, peço que reveja o mesmo, pois a situação é insustentável para a Ilha economicamente. Não podemos sobreviver mais assim! A meu ver, ou fecha tudo novamente, ou abre tudo faseado, mas agora! Vejam-se por exemplo outros Países que fecharam e tiveram sucesso. Porque não se fez isso na região? Estão várias empresas, neste momento abertas, mas sem rendimentos. Veja-se a área dos eventos por exemplo. Abertos para quê?
O recolher obrigatório interfere directamente com a vida de vários cidadãos da nossa região. Há pessoas que saiem do trabalho pelas 18 horas, todos os dias, e não podem ir por exemplo ao supermercado. Têm de o fazer durante o fim de semana, estando as superfícies comerciais lotadas de pessoas. Por ser insustentável a situação, assino esta petição para que seja revista toda esta situação,, e que a cultura tenha uma maior abertura. Os cantores, atores, organizadores de eventos têm voz senhor Presidente. Precisamos trabalhar!
O recolher obrigatório é uma ameaça a todos os trabalhadores na Ilha da Madeira.
Vivendo num estado de de Direito, Soberania e Democracia, peço que reabra as áreas da cultura da Ilha, e acabe com o recolher obrigatório. Esta medida do recolher obrigatório só conduz a um agravar das desigualdades, a uma ameaça às pequenas e médias empresas. Também põe em causa a saúde mental dos nossos cidadãos.
Estou profundamente preocupado/a e revoltado/a com o facto de, serem atribuídos direitos especiais à restauração, bares, entidades religiosas, que praticamente não têm grandes restrições, e continuam ativos, mas mesmo assim, trabalham e tiram rendimentos muito baixos. E o teatro, cinema senhor Presidente? Porque não abrir com mais pessoas? Os casamentos? Não será vantajoso para o estado os nossos cidadãos se casarem?
Dado o exposto, Exmo. Sr. Presidente, apelo à abertura da cultura na região e pequenos eventos, assim como o fim do recolher obrigatório!