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Introdução doentes com Esclerose Multipla na Fase I/II da Vacinação Covid

Para: Ministério da Saúde, Ministério do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Serviço Nacional de Saúde

Os doentes com esclerose múltipla querem ser incluídos nos grupos prioritários de vacinação contra a Covid.

A Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, anteriormente defendeu que estes doentes devem ser considerados prioritários, mas o nosso governo preferiu silenciar e deixar-nos de parte.

Somos pacientes de altíssimo risco para se infetarem e infetarem não só as famílias, colegas, amigos, e os outros doentes que com eles fazem tratamento. Estamos severamente preocupados. Há um crescimento brutal das infeções e mortes em Portugal e, se continuar assim, será catastrófico

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crónica, autoimune, inflamatória e degenerativa, que afeta o Sistema Nervoso Central. Afeta particularmente a mielina (uma bainha que rodeia, alimenta, protege e isola eletricamente as extensões dos neurónios per­mitindo a rápida transmissão de impulsos).

O mecanismo da doença assenta num erro do sistema imunitário que leva a que a mielina seja considerada como um corpo estranho e seja atacada. A EM manifesta-se de diferentes formas pelo que cada diagnóstico é único. As formas conhecidas da doença são:

- As formas remitentes (85% dos casos e típica nos jovens adultos) em que ocorrem surtos sucessivos sem progressão contínua da doença;

- As formas primárias progressivas (15% dos casos e típicas acima dos 40 anos) em que a doença evolui de forma lenta, mas progressiva;

- As formas remitentes podem evoluir, ao fim de 10 ou 20 anos, para uma forma secundária progressiva, em que os surtos ficam cada vez mais raros e pode começar a ocorrer um agravamento progressivo, por exemplo, da marcha.

Risco do doente com EM ser infetado com SARS-CoV-2

O risco de contrair uma doença infeciosa depende das caraterísticas do contacto com o agente (parâmetros de exposição), mas também de caraterísticas do hospedeiro, incluindo da sua capacidade de eliminar precocemente os agentes, antes de se estabelecer uma infeção ativa. É sabido que o tratamento com a generalidade dos fármacos modificadores da doença aumenta o risco de infeção, incluindo por vírus respiratórios comuns, pelo que é provável que o mesmo suceda com o SARS-CoV-2, embora até ao momento não haja dados nesse sentido.

Risco da infeção por SARS-CoV-2 para a EM

Apesar da evidência do neurotropismo do SARS-CoV-22 e do envolvimento neurológico em
alguns casos de COVID-19, esta não parece estar associada a um desencadear de surtos, pelo
menos não houve esse sinal nos dados preliminares de uma série italiana de 232 casos (embora
tal não fosse um dos objetivos do estudo) recentemente publicada. Contudo, a associação de
agravamentos transitórios da doença (conhecidos como pseudo-surtos) com episódios infeciosos é bem conhecido, pelo que é de esperar que também possam acontecer com este vírus. Por este motivo, deveremos continuar a excluir evidência de infeção (avaliando temperatura, marcadores inflamatórios sanguíneos e urina) em todos os casos de agravamento neurológico pouco claro ou que recapitulem défices prévios, nestes doentes. Pelo contrário, não parece necessário, à luz da evidência atual e neste contexto, despistar especificamente infeção por SARS-CoV-2.





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