Não à eutanásia! Não ao suicídio assistido!
Para: Excelentíssimo Senhor Presidente da República Portuguesa
No pior momento da pandemia, um grupo de deputados, sem o mínimo pudor que se esperaria perante tão grande calamidade humana e sem respeitar o que peremptoriamente dispõe a Constituição Portuguesa sobre a inviolabilidade do direito à vida, votou ao desprezo a maior petição popular de referendo sobre a matéria, aprovando o homicídio sob o pretexto de «aliviar a dor».
O «direito de morrer» não existe, é inumano e implica que outros tenham o dever de matar.
A eutanásia incita os mais vulneráveis a pôr fim à vida.
Eliminar idosos resultará num expediente fácil e económico.
Os hospitais tornar-se-ão lugares inseguros.
Portugal será um dos pouquíssimos países do mundo a despenalizar a eutanásia (o quarto na Europa, e o sétimo no Mundo).
A aprovação da eutanásia aproximaria o Estado português de tenebrosos regimes totalitários – nazis, estalinistas ou quejandos –, também eles promotores da eufemística «morte medicamente assistida».
A vida humana deve ser respeitada! Os cuidados paliativos devem ser reforçados!
Dirigimos, assim, ao Senhor Presidente da República um apelo veemente a fim de utilizar o seu decisivo peso institucional, invocando a objecção de consciência para se recusar a promulgar esta lei, impedindo que mais esta desgraça se abata sobre o nosso pobre País.
Deus Nosso Senhor julgará individualmente cada um dos parlamentares que deram o seu voto a favor da eutanásia, mas julgará com rigor ainda maior o Presidente da República que, podendo evitar a introdução dessa criminosa lei, não o faça. Se o Presidente, fiel ao cristianismo que diz professar e aos sentimentos e convicções maioritárias do povo português, rejeitar a lei, por certo será muito criticado por alguns sectores minoritários, mas terá o seu nome inscrito no Livro da Vida. Se, porém, preferir «lavar as mãos» e comodamente sancionar uma lei iníqua, certamente será aplaudido por esses sectores, mas terá que responder perante o Tribunal de Deus e o Tribunal da História.