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Para: Exmo. Senhor Presidente da República, Exmo. Primeiro Ministro e membros do governo, em particular a Exma. Ministra da Saúde, Direção Geral da Saúde, Deputados parlamentares

Quem somos

Representamos uma parte importante e basilar da sociedade portuguesa. Somos um movimento de cidadão e empresários maioritariamente ligados aos setores da cultura,. Setores profunda e irremediavelmente afetados pela crise causada pela pandemia da CoVID-19. Somos empresários, mas acima de tudo, cidadãos responsáveis e profundamente preocupados com a devastação sanitária, económica e social que está a ser infligida no nosso país, e cujo ponto de não retorno estará muito próximo, ou em muitos casos, já terá sido ultrapassado. Está, por isso, na hora de, responsável e eficazmente, fazer diferente e procurar caminhos alternativos mais saudáveis e sustentáveis para todos.


Retrato do problema

Não é novidade, nem tampouco surpresa para ninguém, que a pandemia da CoVID-19 trouxe enormes constrangimentos e desafios para todos os setores que representamos. Este problema agudiza-se no espetro macroeconómico e social de Portugal, quando temos por base uma premissa inquestionável, relacionada com o facto de estes setores terem sido os motores para tirar o nosso país da crise em que estava profundamente mergulhado, nomeadamente a crise financeira que começou em 2008, nos Estados Unidos da América. Assim sendo, torna-se imperativa a reativação, tão breve quanto possível, da sua atividade.
Somos todos sensíveis e estamos totalmente despertos para a razão de ser destes setores terem sido os que mais sofreram com esta crise. São setores que dependem do ajuntamento de pessoas e, por isso, desenvolvem atividades que são compreensivelmente consideradas de alto risco neste contexto. Acontece que a paragem e reabertura sucessiva dessas atividades traz uma enorme incerteza, e para além disso, uma enorme quebra da capacidade de geração de receita das nossas empresas, pondo em causa a sua sustentabilidade no longo prazo, deixando assim Portugal desarmado das suas maiores alavancas para sair da anterior crise, conforme anteriormente mencionado.
A situação é muitíssimo grave ao ponto de colegas nossos, já no limiar da pobreza, verem-se forçados a procurar ajuda para se alimentar. Isto é sinal absolutamente claro que o problema já não é só económico. O que temos é uma tragédia social. Muito foi destruído, e muito mais será, se não agirmos quanto antes.
Apesar de todo este esforço, todo este sofrimento e toda esta destruição, a situação sanitária do país está longe de nos orgulhar, tanto no que diz respeito ao número acumulado de infetados, desde o início da pandemia, como também no que respeita ao número de fatalidades Não devemos ainda esquecer que, por manifesta incapacidade de resposta do SNS, está a ser criada uma pandemia paralela, já amplamente denunciada e noticiada, ao nível das doenças oncológicas. Conclui-se portanto, que toda a estratégia seguida até agora está desajustada, e por isso, carece de urgente revisão. Nós queremos fazer parte da solução, e trazemos uma fortíssima proposta de valor para cima da mesa.

Proposta para solução

É do conhecimento geral que estão a decorrer, em todos os países da Europa, os planos de vacinação para a CoVID-19, em larga escala. No entanto, é absolutamente insustentável estarmos completamente dependentes do rollout desse plano para a reabertura de todos estes setores. Este é um plano complexo, que depende de boa organização, adesão da população e disponibilidade de vacinas, que não controlamos, para a sua implementação. Há ainda que ter em conta que poderão surgir novas variantes do vírus SARS-CoV-2, resistentes às vacinas agora existentes, e isso poderia representar um enorme retrocesso. Com este panorama, não há confiança, e, sem confiança, não há economia que aguente.
Devemos ter em conta que temos hoje muito mais ferramentas do que aquelas que tínhamos em 2020, e que tornam imensamente mais fácil a tarefa de seguir a principal recomendação da OMS – Organização Mundial da Saúde, para a contenção e controlo da pandemia (“testar, testar, testar e isolar”). Referimo-nos à utilização de testes rápidos de antigénio, sejam eles de zaragatoa, ou até mesmo de saliva, que apresentam um nível de eficácia comprovadamente suficiente para o rastreio de indivíduos com carga viral alta ao ponto de transmitir a infeção, ou até mesmo de rastreio por meio de sopro que começa agora a surgir em vários países do mundo, e já está a ser implementado em transportes públicos, na Holanda e em Singapura, por exemplo. Uma solução como a que propomos contribuirá para um aumento de testagem e para um maior conhecimento da realidade epidemiológica nacional, num claro benefício para as entidades de Saúde. Seremos agentes ativos no rastreamento da população, testando todos os nossos clientes e profissionais, tendo um papel decisivo na deteção de novos casos de infeção, informando as entidades, e podendo incentivar a utilização da plataforma Stay Away CoVID, para registo da nova infeção e notificação de eventuais contactos de risco. Acreditamos firmemente que esta postura fará uma grande diferença na eficácia da gestão da pandemia em Portugal, e pode tornar-nos um modelo para a Europa e para o Mundo, assumindo uma vez mais, a área da hotelaria e dos serviços o papel de alavanca para ajudar a reerguer Portugal. Acreditamos que desta forma o faremos, não só a nível sanitário, no que diz respeito a CoVID, mas também a não-CoVID; libertando o SNS para os outros problemas de saúde que normalmente o ocupam, bem como no que diz respeito à saúde mental dos Portugueses, e ainda a nível económico e social.

Benchmark e provas de sucesso

Estamos absolutamente convictos de que esta proposta será ganhadora, tendo em conta o que já está a ser feito noutros países, mas também no nosso país, nomeadamente noutras atividades onde este modus operandi já foi anteriormente adotado, e são vários os exemplos.
Assembleia da República – todos os deputados e funcionários da Assembleia da República são regularmente testados, com recurso a testes rápidos, o que já permitiu a identificação de vários infetados, nomeadamente integrantes do executivo governamental, e assessoria, e assim impediu a criação de surtos maiores.
Programas de televisão de entretenimento – tem sido amplamente utilizada e noticiada a utilização de testes rápidos em programas de entretenimento televisivo, o que tem permitido, até ao momento, a identificação de alguns casos, como por exemplo o de Quim Barreiros, e por isso, tornado possível o encontro de várias pessoas, sem o surgimento de surtos.
Primeira liga de futebol – a testagem regular dos jogadores profissionais de futebol, não só em Portugal, como em todo o mundo, tem sido amplamente adotada, tornando igualmente possível a deteção de vários casos de infeção, e debelado, de forma muito expressiva, o surgimento de surtos.

O que pretendemos

Pretendemos que este movimento seja ouvido, escutado pelas entidades sanitárias e governamentais. Queremos que este seja um meio de discussão na prossecução de mais e melhores soluções que, claramente, estão ao nosso alcance. Queremos ser um meio de união de forças, para que juntos tenhamos uma voz, que nos ajude a sair desta crise. Queremos ser agentes de saúde pública e motores de reativação económica e social do nosso país. Queremos tornar Portugal um exemplo para o mundo.



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