Pelo Sistema Nacional de Saúde: petição por um confinamento GERAL de 3 semanas mantendo apenas os serviços essenciais
Para: Assembleia da República e Primeiro Ministro. Em nome de todos os cidadãos Portugueses verdadeiramente solidários com as dificuldades atuais do Sistema Nacional de Saúde, preocupados com a subida alarmante dos contágios pós-Natal e exigindo um programa de contenção da pandemia pós-Natal verdadeiramente eficiente
Vivemos uma crise sem precedentes com quebra eminente dos Sistemas de Saúde por todo o mundo que está a atingir o Sistema Nacional Saúde Português de uma forma sem precedentes. Esta petição é humanista e APARTIDÁRIA: pretendemos unir a sociedade civil, independentemente de cores, raça, credo, género ou outras diferenças, a pressionar o governo vigente de modo a intensificar as medidas de contenção da pandemia nesta fase, para o benefício de todos.
Estamos na pior situação de sempre desde que a pandemia começou. De acordo com a DGS, o número de pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos chegou a 647 este Domingo (dia 17/01/2021). Todas as previsões apontam para uma subida dramática de infeções e hospitalizações nas próximas semanas. De acordo com ourworldindata.org, entre outras fontes, Portugal é agora o país com maior número de novos casos por milhão de habitantes. Ao fim de 3 dias do novo confinamento, um país de 10 milhões de habitantes apresentou 10.385 casos novos e 152 mortes no Domingo. Os profissionais de saúde encontram-se exaustos e os serviços à beira da rutura a vários níveis. Nas últimas semanas, a comunicação ao nível governamental enfrentou o problema com robustez, mas sem a necessária clareza e coragem. Paralelamente, multiplicam-se as discussões infindas sobre incumprimento de responsabilidades individuais da população e abuso de liberdades individuais enquanto ao nível governamental se procedem a decisões como manter escolas e Igrejas abertas, facilitando e propiciando os focos de infeção em contexto público e viabilizando que as interações em redor dos ‘muros’ dos estabelecimentos de ensino sejam inevitáveis. Precisamos de fazer algo mais pelo coletivo que somos, pelos profissionais de saúde e pela seriedade do que a propagação do vírus provoca – novas estirpes, multiplicação de casos. Bater palmas aos profissionais de saúde importa, mas o nosso real comprometimento por uma solução coletiva que os respeite não pode passar por lhes pedir que trabalhem até (ou para lá) da exaustão.
O nosso Sistema Nacional de Saúde está a 25 camas de cuidados intensivos para chegar ao limite. Não é exagero dizer que a próxima pessoa num hospital pode não poder vir a ter a ajuda suficiente para sobreviver. E que ela pode ser um familiar ou um amigo seu, os nossos pais ou mães, você, eu, um filho nosso, um cônjuge, sobrinha ou amigo próximo. Não podemos manter a situação. Teremos mais e mais profissionais de saúde a atingir o burnout e a trabalhar abaixo do limite das suas possibilidades, colocando-nos a todos, população e profissionais de saúde, em perigo acrescido e a situação da pandemia a agudizar-se de forma cada vez mais difícil de reverter.
Com esta petição queremos apelar a todos os cidadãos Portugueses que acreditam que as medidas atuais de contenção da Pandemia, tal como estão a funcionar na prática, NÃO SÃO SUFICIENTES. Pedimos, ao longo das próximas SEMANAS, um reforço destas medidas com fecho de TODAS as estruturas não essenciais (incluindo fecho de escolas e Igrejas) e com VERDADEIRO E EFECTIVO reforço de medidas governamentais que visem o reforço do teletrabalho e recolher domiciliário.
Tendo em consideração que o período infecioso desta doença dura de 7 a 12 dias e que o seu tempo de incubação (tempo decorrido desde a exposição ao vírus até ao aparecimento de sintomas) é de 1 a 14 dias, propomos um confinamento rigoroso de 3 semanas (cerca de 21 dias) para permitir um decréscimo significativo da velocidade de propagação da doença e consequente redução de aparecimento de novos casos. TRÊS SEMANAS é a janela necessária para que os atuais casos possam ser identificados e tratados no SNS, consoante a gravidade dos mesmos, ou tratados em regime domiciliário em casos de menor gravidade, evitando a propagação em caso de assintomáticos. Três semanas de fecho RIGOROSO de estruturas não essenciais pode ser TODA a diferença entre ter e não ter camas disponíveis nos cuidados intensivos. Esta é uma petição por um esforço coletivo no qual nos podemos erguer em simultâneo exigindo ao governo que imponha de forma igualitária um sacrifício distribuído, assumindo responsabilidade social e financeira pelos sacrifícios emergentes. Três semanas pode ser a diferença entre vida e morte para mim ou para nós. Vamos colocar pressão no Governo para vivermos as próximas semanas apenas com serviços essenciais. Assine…para todas, por todos.
Pedro Oliveira
Psicólogo Clínico e Antropólogo Social
CC: 10511761
Vera Valério
Psicóloga Clínica
Enferrmeira Especialista em Saúde Mental, a colaborar nos inquéritos Epidemiológicos
CC: 10833963
Susana Matos Viegas
Antropóloga
CC: 6987426
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Assinaram a petição
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